Polícia

Após um ano, apenas um dos quatro envolvidos no ‘Caso Erlon’ é condenado

Defesa deve recorrer da sentença

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 15h10

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Defesa deve recorrer da sentença

A investigação foi levada para a 6ª Vara Criminal, aos cuidados do juiz Marcio Alexandre Wust, que deu a sentença na manhã desta quarta-feira (29). Nela, ele condena apenas um dos quatro réus. Rafael Diogo deve responder pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo.

Rafael foi condenado à pena em 31 anos e o pagamento de 450 dias-multa. “O sentenciado deverá iniciar em regime fechado o cumprimento da sanção corporal presentemente lhe imposta, vez que condenado à pena de reclusão superior a 8 anos (CP, art. 33, §2º, ‘a’)”, consta na sentença.

Já os demais são absolvidos, segundo o magistrado, que alega na tese que, “não existem provas materiais (gravações, documentos e perícia, etc…), e nem testemunhais (testemunhas presenciais), e nem mesmo provas indiciarias” que leve a condenação dos outros. E tão logo, o magistrado pede a soltura Rafael Diogo, Jeferson dos Santos Souza e Luis Fernando Flores Valenzuela.

Processo

Quatro pessoas foram denunciadas pelo assassinato do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, que aconteceu no dia 1º de abril de 2014. No inquérito policial foram denunciados Jeferson dos Santos Souza, Luis Fernando Flores Valenzuela, Rafael Diogo e Thiago Henrique Ribeiro. Além de uma adolescente, que morava no Bairro São Jorge da Lagoa, local onde o corpo da vítima havia sido ocultado.

Eles teriam participação direta e indireta na morte de Erlon, como atrair a vítima que queria vender um veículo, emprestar a arma para que o crime ocorresse, efetuar os disparos que levaram o empresário à morte, ocultação do cadáver e a adulteração do veículo de Erlon para que fosse usado sem levantar suspeitas.

Defesa

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com Oton Nasser, que é advogado da família do empresário. Ele informou que já havia tomado ciência da sentença, mas aguarda a publicação.

“É lógico que não estamos conformados com a situação, mas precisamos aguardar a sentença ser publicada para que possamos entrar com recurso”, fala e adianta que, “a intenção é aumentar a pena de Rafael Diogo (único condenado até o momento) e revisar a dos demais, para que também sejam penalizados”, explica.

Caso

De acordo com as investigações da Polícia Civil, os envolvidos diretamente na morte do empresário são Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos, Jeferson dos Santos Souza, de 21 anos, Rafael Diogo, conhecido como “Tartaruga”, de 21 anos, e uma adolescente de 17 anos.

Também foi apurada a participação do funileiro Athaíde Pereira, de 50 anos, que pintou o carro e disse que não sabia que o veículo era roubado, de Fernando Flores Valenzuela, de 27 anos, que trabalhava em uma empresa credenciada no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e forneceu uma placa original à quadrilha, para ‘esquentar’ o veículo e de Jeferson dos Santos Souza, que emprestou a arma para Thiago. Ele responderá pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e associação criminosa.

O empresário foi atraído pela quadrilha no dia 1ª de abril do ano passado por meio de um anúncio da internet, no qual ele havia oferecido um Golf, de cor prata. A vítima se encontrou com um dos suspeitos próximo de uma fábrica de refrigerantes, que fica na saída para São Paulo. O criminoso convenceu o empresário de ir até o Bairro São Jorge da Lagoa – área sudoeste da Capital, para mostrar o carro a uma tia, que seria a nova proprietária.

Na casa da adolescente, ele foi morto com um tiro na cabeça. O corpo foi arrastado até o quintal e jogado em uma vala, ao lado da fossa. Por cima, foi colocado lixo. Já o carro, foi levado para uma funilaria, onde foi pintado de branco e as placas trocadas.

Jornal Midiamax