Polícia

Após denúncias de precariedades no Cepol da Ceará, novo prédio é inaugurado

Inauguração será nesta segunda-feira (10)

Midiamax Publicado em 10/08/2015, às 17h24

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Inauguração será nesta segunda-feira (10)

Após cinco anos de denúncias sobre a precariedade em que estava o prédio do Cepol (Centro Especializado de Polícias), um novo local será inaugurado nesta segunda-feira (10), a partir das 6 horas. Ele está localizado no Bairro Tiradentes, região leste de Campo Grande.

Com uma área construída de 2.164 metros quadrados possui 80 salas administrativas, seis depósitos, sendo um coletivo e mais cinco individuais, sala de reconhecimento, duas copas, um refeitório, sala de reuniões, pátio para veículos apreendidos, quatro celas e estacionamentos internos e externos.

Denúncias

O Sinpol/MS (Sindicato dos policiais civis de Mato Grosso do Sul) chegou a enviar diversos ofícios as autoridades competentes solicitando a interdição, reforma ou construção de uma nova unidade. No ano de 2010, o prédio ficou sem fornecimento de água por duas semanas.

De acordo com o presidente do sindicato, Alexandre Barbosa, as condições eram degradantes. “Os nossos companheiros conviviam com mofo, banheiros estragados, falta de água para beber e para fazer a limpeza. Eles e a população corriam risco de morte, pois não havia nem extintor de incêndio”, destacou Barbosa.

Dentre as manifestações destaca-se a paralisação do atendimento por 24 horas, realizada em novembro de 2011. A situação precária perdurou e uma nova manifestação foi realizada no ano seguinte com a distribuição de bolo em alusão ao aniversário de primeiro ano de protestos por melhorias. Neste ano, o preço do aluguel mensal era de cerca R$ 12 mil.

Um ano depois, o secretário de Justiça e Segurança Pública da época oficializou o Sinpol/MS informando que o Cepol seria transferido para o antigo Clube dos Servidores, localizado no Parque dos Poderes, após a reforma necessária para instalação. Contudo, o projeto não foi concretizado.

Em fevereiro de 2013, foram colocadas faixas em frente à unidade para cobrar a interdição. Na época, eram atendidas cerca de 200 pessoas por dia. Em novembro do mesmo ano, diversas salas do prédio ficaram alagadas após uma forte chuva e muitos aparelhos eletrônicos estragaram.

Diante das diversas manifestações e ofícios cobrando melhorias, o governo estadual reformou paliativamente o Cepol, mas não resolveu o problema.  “O Sinpol acionou o MPT (Ministério Público do Trabalho) para que a situação fosse regularizada. Eles fizeram duas vistorias, uma em novembro de 2012 e outra em setembro de 2013, e constataram a precariedade. Então, o MPT impetrou uma ação civil pública contra o Estado de Mato Grosso do Sul pedindo a regularização dos itens apontados no relatório”, afirmou Barbosa. Na ação também pediu o pagamento de multa de R$ 20 mil por item descumprido e mais uma indenização moral coletiva de R$ 500 mil.

Os problemas recorrentes agravaram-se com o decorrer do tempo. Inúmeras vezes o prédio ficou semanas sem fornecimento de água por problemas no encanamento, banheiros interditados e telhado com vazamentos. “Era degradante para o policial ter que contar com a gentileza dos comerciantes vizinhos para poder usar o banheiro”, recorda.

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