Polícia

Acordo que pode garantir mais nomes de políticos depende de aceite do juiz

Delação Premiada foi acertada entre MP, delegado e defesa

Midiamax Publicado em 28/04/2015, às 14h01

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Delação Premiada foi acertada entre MP, delegado e defesa

Fabiano Viana Otero, que prestou depoimento na segunda-feira (27) sobre o escândalo sexual envolvendo políticos e adolescentes, voltou a ser levado para a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (28). Ele é um dos envolvidos em um processo por favorecimento à prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável e , segundo o advogado, há pelo menos mais dez nomes de envolvidos. A maioria, de políticos.

Nesta manhã ele foi levado para a Promotoria com o delegado que concluiu o inquérito, e o advogado de defesa, Hamilton Ferreira de Almeida. Os três devem assinar o pedido da delação premiada, que será então encaminhada ao juiz.

A ida ao MPE (Ministério Público Estadual) teve pequeno atraso porque o titular da Depca, Paulo Sérgio Lauretto, foi chamado à DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil), onde teria participado de uma reunião que não estava programada. O conteúdo não foi informado. 

Com a assinatura do acordo, o pedido é encaminhado para o juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7ª Vara Criminal de Competência Especial. O magistrado terá que fazer uma oitiva com Fabiano para ter acesso ao conteúdo da delação premiada e só depois dará o parecer se ela é válida ou não.

O conteúdo da delação trata que aproximadamente dez pessoas também estariam envolvidas no caso de exploração sexual. A equipe do Jornal Midiamax foi informada apenas que a maioria é de políticos e um deles seria ‘figura pública’ conhecida. O grupo também saía com adolescentes para programas sexuais.

Além disso, na semana passada, o defensor de Fabiano disse que há uma terceira jovem que também fazia programas. A garota, que não foi ouvida no inquérito policial concluído na semana passada, seria a primeira a ser aliciada por Fabiano, que marcava os encontros por um perfil falso da jovem que há no Facebook.

Já o empresário Luciano Pageu, dono da revista Altar, se apresentava ‘aos clientes’ como um ‘ajudante’. Ele dizia que o funcionário, Fabiano, havia feito imagens dos encontros íntimos para extorqui-los.

Porém, a negociação para que Fabiano se calasse era feita com ele. De acordo com Fabiano, o valor era rateado entre os dois e o ex-deputado Robson Martins, que indicava ‘os clientes’.

Jornal Midiamax