Polícia

Absolvição de assassino de agente penitenciário revolta categorias

Nota de repúdio pede revisão do veredito

Midiamax Publicado em 28/04/2015, às 18h40

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Nota de repúdio pede revisão do veredito

Representantes do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), do sindicato dos GCM (Guardas Civis Municipais) e dos militares dos bombeiros se reuniram na tarde desta terça-feira (28) para entregar uma nota de repúdio ao Ministério Público Estadual pela decisão sobre o caso do agente penitenciário Hudson Moura da Silva, assassinado em 2011.

O servidor foi morto no dia 31 de outubro, durante o plantão na antiga Colônia Penal (Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado de Campo Grande), localizada nas proximidades do Indubrasil, região oeste da Capital.

Na conclusão do processo, Adriano José Lopes Moura, de 31 anos, foi absolvido por falta de provas e Rafael Gomes Gonçalves, de 24 anos, foi condenado à pena mínima de 6 anos, com agravante de estar foragido de outro processo, o que aumentou a pena para 8 anos de reclusão.

Para os sindicatos, a decisão é uma afronta à sociedade e aos servidores da segurança pública do Estado. “Esse documento solicita ao Ministério Público uma revisão do veredito da morte do Hudson. É inaceitável a pena mínima em um crime onde os autores invadem um órgão público para assassinar um servidor”, afirma presidente do Sinsap, André Luiz Santiago.

Outro erro no processo, segundo Santiago, foi indiciar Adriano como autor do crime. Para o presidente do Sinsap, Moura deveria ser condenado como mandante. “A família do Hudson e toda a categoria estão indignados. Essa decisão declara que a vida de um servidor que se arisca todos os dias pela sociedade não vale nada”, confessa André, que destaca ainda que a decisão serve de incentivo para que esse tipo de ação continue a acontecer.

Para Thiago Mônaco Marques, presidente da ABSSMS (Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares), qualquer crime cometido contra um servidor da segurança pública é também contra o Estado.

“Um crime da forma como esse aconteceu, deve ser tratado de uma forma mais rigorosa. Contamos com o apoio do ministério para que possamos reverter essa decisão”, defende Marques.

A decisão, segundo o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande, Hudson Pereira Bonfim, causa aflição em todos que trabalham com na segurança pública. “O caso comove toda a categoria, por também estarmos expostos ao mesmo crime e é por isso que cobramos uma postura mais rigorosa da justiça” defende Bonfim.

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