Polícia

Rebelião PEC: Presos sinalizam acordo e um detento é libertado

Um preso saiu pela porta da frente da Penitenciária Estadual de Cascavel por volta das 13h10 desta segunda-feira (25). De acordo com informações, ele tinha um alvará de soltura concedido pela justiça. O detento foi bastante assediado por familiares de outros presos e também a imprensa, contudo não falou com ninguém. Acordo sinalizado No início […]

Arquivo Publicado em 25/08/2014, às 15h29

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Um preso saiu pela porta da frente da Penitenciária Estadual de Cascavel por volta das 13h10 desta segunda-feira (25). De acordo com informações, ele tinha um alvará de soltura concedido pela justiça. O detento foi bastante assediado por familiares de outros presos e também a imprensa, contudo não falou com ninguém.

Acordo sinalizado


No início da tarde, os presos concordaram em deixar diretores e representantes da justiça entrar na penitenciária para retirar os feridos e mortos e também avaliar os estragos nos pavilhões. Eles sinalizaram o “acordo”, mas o horário ainda não foi definido.

Preso tenta fugir


Um preso também tentou fugir da penitenciária logo depois do almoço, pela rede de esgoto, mas foi capturado pelos policiais que cercam a PEC. Ele deve ser levado para outra unidade prisional. A identidade do fugitivo, ainda não foi revelada. Ainda pela manhã, outros dois presos já haviam sido capturados nas imediações na penitenciária. Eles se aproveitaram da situação de tumulto para tentar escapar. Ainda não há informações sobre número de presos que conseguiram fugir.

Corpos no IML


Foram recolhidos ao IML de Cascavel no fim da manhã desta segunda-feira (25) dois pedaços de corpos de presos mortos na rebelião da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). De acordo com informações, trata-se de um tronco e outro membro (ainda não identificado) carbonizados.

Rebelião já dura 30 horas


A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) iniciou no domingo por volta de 6 horas da manhã de domingo e continua nesta segunda-feira (25). De acordo com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju) os rebelados fazem diversas exigências, entre elas mudança nas refeições, visitas de familiares e itens de higiene.


As negociações com os presos foram suspensas na noite de domingo e retomadas às 8 horas de hoje.


Por enquanto dois agentes penitenciários permanecem reféns. De acordo com o médico do Samu, quatro presos foram socorridos, porém a estimativa é de 50 feridos dentro da PEC. Três estão no HU e um na UPA Veneza.


Gilmar de Lima, condenado pela morte de Rafaela Trates, foi atendido ontem e levado ao HU. Ele teve os dois tornozelos quebrados, trauma em coluna e face e permanece internado.


Foram confirmadas quatro mortes, os corpos permanecem na unidade e não foram divulgados os nomes dos mortos.


A penitenciária foi inaugurada em 2007 e teria capacidade na época para 960, porém atualmente a capacidade máxima divulgada era 1.116, e abrigava 1.040 encarcerados.


Segundo o sindicato dos agentes penitenciários do Paraná, nove agentes faziam a segurança quando a rebelião iniciou.


A unidade prisional tem 9.970 metros quadrados de área construída e desafogou o cadeião de Cascavel, que abrigava 688 presos (hoje são mais de 439).


A BR 277 foi bloqueada durante uma hora na manhã de segunda-feira (25) por familiares que exigiam informações sobre os presos da PEC. A Polícia Rodoviária Federal negociou e o trânsito foi liberado.


O advogado Lauro Luiz Stoinski, conselheiro da OAB foi convocado para uma ação de retomada. Ele acompanha a movimentação e conversou com os familiares dos presos que estão nas proximidades do presídio.


Por volta de 10 horas a imprensa voltou a observar fogo na unidade.


Uma mulher passou mal, ela foi atendida pelo Samu. Um dos presos ferido pelos rebelados foi retirado da PEC e levado ao Hospital Universitário.


Segundo informações, a Polícia Militar encontrou outra cabeça decapitada, o que aumenta a probabilidade de mais presos terem sido esquartejados dentro do presídio.

Jornal Midiamax