Polícia

Policiais federais decidem manter a greve em todo o país

Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) decidiram manter a greve da categoria. Com a decisão, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal continuam a paralisação em todo o país. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quinta-feira, dia 30. De acordo com o presidente da Fenapef, Marcos Wink, a categoria busca o […]

Arquivo Publicado em 28/08/2012, às 12h57

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Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) decidiram manter a greve da categoria. Com a decisão, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal continuam a paralisação em todo o país. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quinta-feira, dia 30.


De acordo com o presidente da Fenapef, Marcos Wink, a categoria busca o reconhecimento de suas atribuições por meio da reestruturação da carreira e da tabela salarial. “O governo conhece nossas reivindicações, sabe que não estamos lutando por índice de recomposição de perdas salariais, mas sim para sermos reconhecidos como carreira típica de Estado de nível superior”, afirmou.


O movimento grevista


Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais cresceram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias entraram em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. O Ministério do Planejamento estima que a paralisação tenha envolvido cerca de 80 mil servidores. Em contrapartida, os sindicatos calculam que 350 mil funcionários aderiram ao movimento.


A greve afetou servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, das Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.


Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram realizadas mais de 200 reuniões para discutir reajustes, com mais de 31 entidades sindicais. Após apresentar proposta de aumento de 15,8%, dividido em três anos, o governo encerrou no dia 26 de agosto as negociações com os servidores.

Jornal Midiamax