Polícia

Polícia suspeita que mulher executada em Campo Grande tem ligação com facção criminosa

Foram encontradas diversas tatuagens no corpo da vítima, que indicam que ela teria ligação com o PCC e seria homossexual

Arquivo Publicado em 18/09/2012, às 13h50

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Foram encontradas diversas tatuagens no corpo da vítima, que indicam que ela teria ligação com o PCC e seria homossexual

A polícia está focada em identificar o corpo da mulher encontrado nesta segunda-feira (17), na região do Itamaracá, em uma estrada vicinal que dá acesso ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Até o momento, investigações já revelaram que a vítima pode ter ligação com uma facção criminosa, o PCC (Primeiro Comando da Capital) que também seria homossexual.


As informações são do perito criminal Domingos Sávio Ribas, ao falar sobre as tatuagens no corpo da mulher. As que mais chamaram sua atenção são: os dizeres PCC no tornozelo, o nome Mayara escrito em um dos pulsos, e um beija- flor tatuado no lado esquerdo das nádegas.


“PCC indica que a vítima poderia ter participação em um grupo criminoso. Além disso, na linguagem usada na cadeia, o beija-flor remete a homossexualidade passiva”, explicou o perito.


Ao todo, conforme a perícia, foram encontrados nove disparos de arma de fogo pelo corpo. Sávio contou que foram cerca de seis tiros concentrados apenas na cabeça, e o restante foram distribuídos pelo corpo, nas costas, mãos e abdômen.


No exame necroscópico, além das capsulas de pistola 9mm, também encontraram dentro do corpo dela uma bala de revólver calibre 38. “Como são duas armas, tudo leva a crer que teriam ao menos duas pessoas envolvidas na execução”, falou o perito.


Para o delegado da Delegacia de Homicídios, Edilson dos Santos Silva, é essencial identificar a vítima primeiro, para prosseguir com as investigações sobre a motivação e autoria do crime. “Como a vítima não é do estado, ela é de fora, a investigação fica mais complicada. Demora um pouco mais, cerca de 3 a 4 dias”, explicou o delegado.


 Desde segunda-feira (17) foi solicitada a identificação através da digital em um cadastro que fica em Brasília. A resposta leva no máximo três dias.

Jornal Midiamax