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Polícia registra 900 cheques clonados em Mato Grosso do Sul

Criminosos usam nome até do IBAMA para aplicar golpes

Arquivo Publicado em 30/11/2012, às 12h39

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Criminosos usam nome até do IBAMA para aplicar golpes

O delegado titular da Delegacia Regional da Polícia Civil de Dourados, Carlos Videira, está alertando comerciantes para golpes de estelionato. Segundo ele, apesar dos números em declive, a cidade de Dourados registrou 186 casos este ano; cerca de 900 em todo o Estado.


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaveis (Ibama) de Dourados, foi uma das vítima de estelionato. De acordo com o boletim de ocorrência 5294/2012, o chefe do escritório, Donizeti Neves de Matos, procurou a delegacia para para relatar que uma pessoa se passando por servidor do Ibama fez uma compra em uma peixaria de Dourados no valor de R$ 220, preencheu um cheque de R$ 450 e pediu troco no valor R$ 230. O cheque não tinha fundo.


O mesmo estelionatário usou idêntico golpe em Vila Vargas, Glória de Dourados e Amambaí; todos em restaurantes. De acordo com o Ibama o golpista se apresenta nos estabelecimentos comerciais utilizando o nome de L.A. P.V, com matrícula 6513. O Ibama informa diz que conseguiu algumas características do autor dos golpes: é baixo, de cor parda, forte, bigode, cabelos curtos e encaracolados, usa óculos , costuma se vestir bem e é muito falante. Ele diz que é colega de trabalho de um servidor e outros, do Ibama. Tanto o chefe, quanto a instituição informam que não fazem nem autorizam nenhum de seus funcionários para obter qualquer benefício.


A Polícia Civil investiga se o cheque foi clonado e sua procedência. De acordo com o delegado carlos Videira, os crimonosos usam a ambição da vítima. “Eles pedem uma grande quantidade de um produto da loja, pagam a mais e pedem o troco. Às vezes nem levam a mercadoria; pedem para o comerciante guardar para que eles peguem depois. A vítima que está precisando vender. muitas vezes não desconfia”, disse.


Videira diz que o 13º salário movimentando a economia e os empresários de “olho” das vendas, atraem grupos que querem obter vantagem ilícita. “É preciso estar atento. Se uma pessoa nunca entrou na loja e já quer comprar uma quantidade grande de mercadorias caras, por exemplo é um indício. É preciso checar todas as informações e na dúvida não vender nesta modalidade de pagamento”, orienta.


Videira diz que estes criminosos chegam de fora, passam cerca de 2 a 3 dias numa cidade e migram para outra para continuar os golpes e dificultar a identificação. Em Dourados o mês que mais registrou estelionatos foi em julho (férias) com 25 casos do total de 186 do ano todo. Em 2011 o mês de maior registro foi maio, com 38 casos. Em todo o Estado, somente no mês de novembro foram registrados 953 casos. “São muitas denúncias porque o crime de estelionato é qualquer atividade para obter vantagem ilícita. Sendo assim, até mesmo uma roupa que uma pessoa pega na condicional e não devolve, vai para os registros”, explica.


LIGAÇÕES


Carlos Videira diz que em Dourados a modalidade de estelionato mais registrada é feita via contato de telefone, onde criminosos se passam por parentes das vítimas e pedem créditos de celulares e dinheiro. “A maioria das vezes são pessoas de dentro dos presídios” alerta, observando que a Polícia vem rastreando os golpistas buscando a desarticulação das quadrilhas.

Jornal Midiamax