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Polícia Federal realiza prisões e desarticula quadrilha que distribui drogas a partir de MS

Até o momento, informações não confirmadas relatam que onze pessoas foram presas e quase uma tonelada de maconha foi apreendida. Os narcotraficantes usam Mato Grosso do Sul como ponto de entrada da droga no Brasil.

Arquivo Publicado em 19/04/2012, às 12h25

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Até o momento, informações não confirmadas relatam que onze pessoas foram presas e quase uma tonelada de maconha foi apreendida. Os narcotraficantes usam Mato Grosso do Sul como ponto de entrada da droga no Brasil.

A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (19) a operação Trovão, que combate uma organização criminosa especializada na distribuição de maconha e cocaína a partir de Ponta Porã, a 340 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai.


Até o momento, informações não confirmadas relatam que onze pessoas foram presas e quase uma tonelada de maconha foi apreendida. A operação mobiliza mais de 160 policiais federais que cumprem 31 mandados de busca e oito mandados de prisão em quatro estados brasileiros.


A quadrilha atuaria, segundo as investigações preliminares, em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. MS seria o ponto de partida para os carregamentos de entorpecentes, que seriam comprados em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada de Ponta Porã apenas por uma avenida.


A partir da cidade sul-mato-grossense, o transporte é feito com automóveis de passeio, veículos de carga e também pessoalmente, por meio de bolsas ou pessoas que ingerem pequenas quantias. A droga era entregue a outros membros que cuidavam da guarda e da distribuição.


Outros pontos identificados como destino da droga seriam os estados de São Paulo e da Bahia. A conhecida “rota caipira do tráfico” era utilizada pela Organização Criminosa para o transporte da droga, passando pelas regiões de Assis, Tupã e Marília.


Em decorrência das investigações, foram formalizados 7 flagrantes que resultaram na prisão de 11 pessoas e a apreensão de quase 1 tonelada de maconha, uma arma de calibre restrito, aproximadamente 10 kg de cocaína, além da identificação de uma célula ligada ao responsável pelo cometimento reiterado de assaltos à sacoleiros que trafegam nas rodovias que cortam o interior de São Paulo.


O núcleo da Organização Criminosa se encontra na cidade de Tupã, de onde derivou o nome da operação. A origem do nome da Operação, segundo estudiosos da mitologia tupi, Tupã seria um ente desconhecido que troveja e mostra seu poder pelo raio.


A Polícia Federal não revelou detalhes sobre as prisões, mas comunicou que fornecerá mais informações logo mais, às 10h, com uma coletiva na delegacia de Marilia (SP).

Jornal Midiamax