Polícia

Funai não consegue intermediar conflito de terra em MS por falta de acompanhamento policial

Os técnicos da coordenadoria regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, ainda não conseguiram chegar à Fazenda Jatobá, ocupada por índios desde a manhã de ontem (3). Segundo o coordenador da unidade da Funai, Sílvio Raimundo, a Polícia Federal não respondeu à solicitação de escolta feita pela fundação. […]

Arquivo Publicado em 04/09/2012, às 20h30

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Os técnicos da coordenadoria regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, ainda não conseguiram chegar à Fazenda Jatobá, ocupada por índios desde a manhã de ontem (3). Segundo o coordenador da unidade da Funai, Sílvio Raimundo, a Polícia Federal não respondeu à solicitação de escolta feita pela fundação.

O coordenador atribui a demora da resposta ao pedido à greve dos agentes de segurança. Ante a demora, uma nova solicitação de acompanhamento foi feita hoje (4) à Força Nacional de Segurança Pública.

Sílvio Raimundo aguarda a resposta do Ministério da Justiça, órgão que coordena as ações da força policial, e espera que, na manhã desta quarta-feira (5), possa ir até o local. Ainda segundo ele, o acompanhamento da Força Nacional de Segurança é necessário para garantir a segurança dos funcionários da Funai.

Os índios guaranis kaiowás e nhandevas ocuparam nesta segunda-feira a fazenda Jatobá, instalada em área de cerca de 4 mil hectares declarada propriedade indígena em abril de 2000. A propriedade fica a cerca de dez quilômetros do centro de Paranhos (MS), perto da fronteira com o Paraguai.

Segundo o representante dos índios, a ocupação é um protesto contra a demora na conclusão do processo de demarcação da área e na retirada dos não índios da Terra Indígena Potrero Guasu.

Procurados pela Agência Brasil, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça não se pronunciaram até o encerramento desta reportagem.

Jornal Midiamax