Polícia

Explosão em delegacia mata policial, veja o vídeo

Uma policial morreu e outros quatro agentes ficaram feridos ontem, 20, após uma forte explosão ocorrida em uma delegacia em Maceió, informaram fontes oficiais. A vítima fatal foi identificada como Maria Amélia Dantas, enquanto dois dos agentes feridos se encontram em estado grave depois de terem sido retirados dos escombros. A explosão aconteceu por causas […]

Arquivo Publicado em 21/12/2012, às 18h29

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Uma policial morreu e outros quatro agentes ficaram feridos ontem, 20, após uma forte explosão ocorrida em uma delegacia em Maceió, informaram fontes oficiais.



A vítima fatal foi identificada como Maria Amélia Dantas, enquanto dois dos agentes feridos se encontram em estado grave depois de terem sido retirados dos escombros.



A explosão aconteceu por causas desconhecidas em uma sala onde eram armazenados explosivos apreendidos em operações policiais na sede do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) da Polícia Civil.



A explosão causou a destruição da estrutura da delegacia e danificou edifícios próximos, onde havia um forte cheio de gás.



Dinamite estava em ‘sala comum’



As bananas de dinamite estavam guardadas em uma “sala comum.” A afirmação foi do secretário de Estado da Defesa Social, Dário César Cavalcante, que determinou a abertura de inquérito para saber a quantidade de artefatos que estava armazenada no local.



“Não havia paiol no local, o material aprendido estava num local específico, separado das armas. A gente não tem ideia da quantidade de explosivos que havia lá. O inventário do que foi apreendido nos últimos dias, e o que já havia sido transferido, será feito. Só assim teremos como mensurar, quantificar o que estava armazenado. Hoje, a olhos nus, não dá para fazer essa indicação”, disse o secretário.



Segundo Cavalcante, as bananas de dinamites tinham sido apreendidas com suspeitos de praticar assaltos e explodir caixas eletrônicos no Estado. No prédio funciona também a delegacia especializada em investigação de roubo a bancos.



Cavalcante explicou que muitos dos artefatos aguardavam apenas ordem judicial para deixar o local. “Após as apreensões, esse material ficava nesse local, que é uma sala comum, aguardando a perícia. Assim que é feita, é solicitada à Justiça, informando que foi feita a perícia, para o envio ao quartel do Exército”, disse.



Com a tragédia desta quinta-feira, o governo do Estado vai solicitar que a Justiça autorize a remoção imediata de explosivos, quando eles forem apreendidos com acusados. “De um episódio como esse se tiram muitas lições. É prematuro falar dessas lições. Só que temos certeza que temos muito a aprender, e a gente tem que aprender com a dor”, informou.



Sobre a destruição de documentos e provas de crimes, o secretário informou que tudo só poderá ser avaliado com análise minuciosa dos policiais e delegados da Deic. “Nós estamos fazendo um levantamento de tudo isso porque a parte da frente do prédio foi toda preservada”, disse o secretário.


Assista ao vídeo:


Jornal Midiamax