O assassinato de um professor de administração e logística da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e do Instituto Federal do Maranhão (IFAL), encontrado morto a facadas no último domingo (6), está desafiando a Polícia Civil do Maranhão.

O corpo de Hildeci Silva Cavalcante foi achado sem roupa e com mais de 30 perfurações em uma estrada de barro a 12 km do centro da cidade de Morros (1.042 km de São Luís), na região sul do Estado. O professor era solteiro, sem filhos e estava na cidade para ministrar aulas para um curso de pós-graduação.

Segundo as primeiras informações colhidas pela polícia, Cavalcante ministrou a aula normalmente durante o dia, no sábado (5), e foi visto pela última vez no hotel onde estava hospedado na noite daquele dia. Não há ainda pistas dos assassinos.

O enterro de Cavalcante ocorreu sob grande comoção na tarde desta segunda-feira (7), na cidade de Santa Luzia (294 km da capital), onde mora a família do professor. Muitos alunos e amigos compareceram à cerimônia.

Segundo a escrivã Rosália Araújo, da delegacia de Morros, ainda não há uma linha de investigação definida para o crime, mas o caso é tratado, inicialmente, como assassinato.

A hipótese de latrocínio também não está abandonada. “A informação que temos é de que ele dava aulas de pós-graduação aqui uma vez por mês. Estamos ainda na fase inicial de investigação, com recolhimento de dados, e não temos muitas novidades ainda. Não houve depoimento.”

A escrivã disse que o carro do professor –que estava desaparecido– só foi encontrado nesta segunda-feira, no povoado Coroatá. “O veículo estava em perfeitas condições, mas não obtivemos nenhuma informação no local sobre quem deixou o carro ali”, disse.

Repercussão
Em notas, Ifal e UFMA manifestaram pesar pela morte do professor. “Toda comunidade acadêmica, em especial os servidores e alunos do campus Centro Histórico, lamentam a morte prematura do professor”, disse a nota do Ifal, afirmando que todas as atividades foram suspensas em razão da tragédia.

Já a UFMA disse, “com imenso pesar”, que “a comunidade acadêmica e a Administração Superior da Universidade lamentam o ocorrido e expressam seus pêsames aos familiares da vítima.” Muitos alunos do professor também manifestaram solidariedade à família e protestaram contra o crime pelas redes sociais.