Polícia

Policiais civis e militares de Aral Moreira trabalham sem combustível e com prédios precários

Policiais militares e civis estão com os trabalhos quase parados por causa da calamidade na estrutura da segurança pública do Mato Grosso do Sul; a autoridade comenta que já providência uma solução

Arquivo Publicado em 31/01/2011, às 14h54

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Policiais militares e civis estão com os trabalhos quase parados por causa da calamidade na estrutura da segurança pública do Mato Grosso do Sul; a autoridade comenta que já providência uma solução

A segurança pública de Aral Moreira, cidade a 402 quilômetros de Campo Grande, tem enfrentado problemas de estrutura que acabam dificultando os trabalhos policiais. Além do prédio do 3º pelotão da Polícia Militar estar em péssimas condições, o posto que abastece as viaturas, credenciado pelo Governo do Mato Grosso do Sul, está sem combustível há quase 20 dias.

Segundo informações de policiais civis, as viaturas da Delegacia estão paradas. Na semana passada, para atender uma ocorrência de homicídio, eles precisaram abastecer em outro posto, prometendo que quando chegasse gasolina no credenciado iam ressarcir o local.

Já os militares reclamam que as rondas não estão sendo feitas como deveriam. “Estamos ficando mais no pelotão. É preciso economizar senão acontece algo grave e a gente não tem como ir”, desabafa um policial que terá sua identidade preservada.

O combustível usado atualmente é de Ponta Porã. Para não ficarem totalmente paradas, as viaturas são abastecidas a 90 quilômetros de Aral Moreira.

A reportagem tentou entrar em contato com o responsável pelo posto de combustível Rafaela, mas a secretária disse que seus patrões não desejam comentar o fato.

Após contato do Midiamax, o setor de Relações Públicas da Polícia Militar ficou ciente do problema e alegou que já toma providências. O outro posto que existe na cidade deverá receber uma proposta de credenciamento para fornecimento do combustível.

Defasagem predial

Outro dilema enfrentado no Destacamento da Policia Militar é com relação ao prédio. Antigo, o local está com várias paredes rachadas, armários enferrujados e infiltrações. Além das instalações elétricas, que segundo os militares, estão precárias. Quando chove o imóvel alaga e à noite a escuridão toma conta do lugar.

De acordo com o Relação Pública da PM, o Comandante Geral Carlos Alberto David dos Santos, já autorizou o comandante do 4º Batalhão a procurar outro imóvel para alugar e mudar o pelotão.

Segundo o Censo 2010, Aral Moreira possui 10.255 habitantes, cuja segurança conta com duas viaturas da Polícia Civil e uma Militar.

Jornal Midiamax