Polícia

Pedreiros que mataram homem de 60 anos a socos são apresentados pela polícia

A Polícia Civil (Delegacia de Homicídios) de Campo Grande apresentou na tarde desta quarta-feira (29), por volta das 15h30, Silvio da Silva de Souza, 32 anos, e Francisco José Meza Morel, 39, ambos pedreiros, acusados de matarem com socos Melquíades Garcete Gonzales, de 60 anos. O fato ocorreu na noite da sexta-feira (09/09/11), mas o […]

Arquivo Publicado em 30/11/2011, às 20h15

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A Polícia Civil (Delegacia de Homicídios) de Campo Grande apresentou na tarde desta quarta-feira (29), por volta das 15h30, Silvio da Silva de Souza, 32 anos, e Francisco José Meza Morel, 39, ambos pedreiros, acusados de matarem com socos Melquíades Garcete Gonzales, de 60 anos.

O fato ocorreu na noite da sexta-feira (09/09/11), mas o corpo da vítima foi encontrado pela polícia somente no dia seguinte. “Primeiramente, o próprio Silvio ligou para a polícia falando que tinha uma pessoa morta em sua casa e não sabia o que tinha ocorrido”, relatou o delegado responsável pelo caso, Edilson dos Santos Silva.

Mas já desconfiando da situação, a Policia Civil começou a investigar o caso. “A princípio, o Sílvio confessou o crime, depois o Francisco também afirmou que os dois acabaram matando a vítima. Um segurava e o outro batia; a cabeça da vítima batia com força na parede no momento da violência. Melquíades teve traumatismo craniano também”, complementou Edilson.

Sílvio confirmou que os três estavam completamente bêbados na noite em que tudo aconteceu. “De repente, por besteira, brincadeira boba, nos desentendemos e ele (Melquíades) me deu um soco. Aí parti pra cima dele e comecei a bater. O Francisco veio pra me ajudar”, disse o próprio Sílvio.

Francisco também falou sem problemas com a imprensa e explicou praticamente o que o amigo Sílvio comentou. “Não teve um motivo específico pra começar toda a confusão. Bêbado, já viu, né? Acaba fazendo um monte de coisa errada”, explicou Francisco.

O pior de tudo é que os dois estavam tão embriagados que foram dormir tranquilamente e somente na manhã do dia seguinte descobriram que Melquíades estava morto. Sem saber o que fazer com o corpo, os dois arrastaram a vítima para o banheiro da casa e foram trabalhar. “Mas como chegamos bêbados e atrasados no trabalho, nós dois fomos demitidos da empresa construtora”, lamentou Sílvio.

Os pedreiros lembraram que beberam cerveja, conhaque e muita pinga, como Jamel, por exemplo. Na residência, já tinha outra garrafa de cachaça e eles levaram mais um pouco ainda pro local.

O crime e as penas previstas

O delegado informou que os dois vão responder o processo em liberdade porque confirmaram o homicídio e colaboraram com a investigação. Hoje os dois falaram tranquilamente com os repórteres.

Edilson de Souza afirmou que ambos não têm nenhuma passagem pelo setor policial, mas se condenados podem pegar de 6 a 20 anos de prisão. “Eles vão responder por homicídio doloso e as penas serão iguais para os dois por causa da participação nas agressões. O fato de eles estarem totalmente embriagados não muda nada em relação à pena para os dois, têm que pagar pelo que fizeram”, falou o delegado.

Os dois se conheciam há aproximadamente 4 anos e estavam bebendo no Bar do Vovô, no Jardim Pênfigo. Os pedreiros não conheciam Melquíades, que chegou e passou então a ‘tomar’ umas com a dupla. Depois os três seguiram direto para casa de Silvio, na rua Alra de Caetano de Macedo, no Jardim Pênfigo, na capital.

Jornal Midiamax