Opinião

Quem rompeu a Apostasia?

Quando Cristo andou entre nós, Ensinou sobre o batismo, a oração, o sacramento e concedeu as devidas autorizações para estas e outras ordenanças que só podem ser feitas por um portador do Sacerdócio devidamente autorizado por Ele ou por alguém por Ele autorizado. Também nomeou apóstolos e criou e estabeleceu a Sua igreja na Terra, […]

Produção Publicado em 05/03/2021, às 15h08

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Wilson Aquino
Quem rompeu a Apostasia?
Wilson Aquino

Quando Cristo andou entre nós, Ensinou sobre o batismo, a oração, o sacramento e concedeu as devidas autorizações para estas e outras ordenanças que só podem ser feitas por um portador do Sacerdócio devidamente autorizado por Ele ou por alguém por Ele autorizado.

Também nomeou apóstolos e criou e estabeleceu a Sua igreja na Terra, com as autoridades nela constituídas. Depois que foi morto, seus apóstolos se espalharam levando o Evangelho para as pessoas, batizando-as e estabelecendo a igreja que levava o nome do Salvador. Depois de um tempo, começaram a ser perseguidos e mortos.

-Você sabe o que aconteceu com a Igreja de Cristo depois que seus apóstolos e demais autoridades dessas instituições foram perseguidos e mortos?

Como as Escrituras Sagradas já previam, o mundo religioso entrou no mais longo, depressivo e profundo período de Apostasia (afastamento da verdade), que se desenvolveu durante e após o período apostólico, porque a Terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto trespassam as leis, mudam os estatutos, e quebram o convênio eterno” (Isa. 24:5).

James E. Talmage, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em seu livro “A Grande Apostasia”, cita o resumo que Orson Pratt, um dos apóstolos dos últimos dias, fez a respeito do pronunciamento do apóstolo Paulo com relação ao início da apostasia como um fato acontecido nos primórdios da era apostólica. Diz ele:

“A grande apostasia da Igreja Cristã teve início no século primeiro, quando ainda havia em seu meio profetas e apóstolos inspirados; por isso Paulo, pouco antes de seu martírio, enumera muitos que haviam feito ‘naufrágio da fé’, se entregaram as vãs contendas ensinando que ressurreição era já feito’ dando-se ‘a fábulas ou a genealogias intermináveis, deliram acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem inveja, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas. Contendas de homens corruptos de entendimento privado da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho’.

Esta apostasia tornou-se tão generalizada que Paulo declara a Timóteo ‘que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim’; e diz ainda, ‘ninguém me assistiu em minha primeira defesa; antes todos me desampararam’. Ele diz ainda que ‘há muitos desordenados, faladores, vãos enganadores, ensinando o que não convém, por torpe ganância’. Estes apóstatas, sem dúvida, fingiram ser muito direitos, pois, diz o apóstolo, ‘confessam que conhecem a Deus, mas negam-No com as obras, sendo abomináveis e desobedientes e reprovados para a boa obra”.

Durante o exílio de João, o Revelador, na Ilha de Patmos, quando quase todos os apóstolos já haviam sido tirados da Terra, muitos deles martirizados, a apostasia estava tão disseminada, que somente 7 igrejas, ou melhor, ramos da igreja, continuavam em condição de serem considerados merecedores da comunicação especial que João foi instruído a dar.

Talmage também fala sobre as perseguições da inquisição em torno do ano de 1550. Ele cita uma passagem de Meyers (“General History p.527) onde ele relata: “Não devemos deixar de recordar que, no século XVI, uma recusa a se conformar com o culto estabelecido era considerada por todos, tanto protestantes como pelos católicos, como uma espécie de traição à sociedade e tratada de acordo.

Assim vemos Calvino, em Genebra, consentindo na queima de Servetus (1553) por haver publicado pareceres que os Calvinistas julgavam heréticos; e na Inglaterra, vemos os protestantes anglicanos desfechando as mais cruéis, amargas e persistentes perseguições, não só contra os católicos, mas também contra os protestantes que se recusavam a aceitar a igreja estabelecida”.

Diante desses fatos históricos, perguntamos: O que dizer de uma igreja que procura propagar a fé por semelhantes métodos?

Serão fogo e espada as armas com que luta a verdade?

Tortura e morte são argumentos do Evangelho?

Por mais terríveis que fossem as perseguições que a igreja sofreu nas mãos inimigas pagãs, as perseguições desfechadas pela igreja apóstata eram bem piores.

Pode tal igreja ter a possibilidade de ser a Igreja de Cristo? Não, absolutamente não!

A apostasia estava completa no que concerne à perda real do Sacerdócio e do poder espiritual da igreja, bem antes da revolta do século XVI, conhecida na história como a Reforma.

Talmage afirma que “A Igreja Católica Romana é pelo menos consistente em sua alegação de uma linha sucessória contínua, desde a era apostólica até a presente, embora essa assertiva seja insustentável à luz de uma interpretação racional da história. Mas o fato é que a Igreja Católica é a única organização que se aventura as reclamar a posse atual do Santo Sacerdócio pela ininterrupta descendência desde os apóstolos do Senhor”.

A consequência da grande apostasia é a restauração do Evangelho, marcando a inauguração da Dispensação da Plenitude dos Tempos. Este memorável acontecimento ocorreu na primeira parte do século XIX, quando o Pai e o Filho se manifestaram ao homem, e o Santo Sacerdócio, com todo os seus poderes, foi outra vez trazido à Terra, por intermédio do profeta Joseph Smith.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – fundada por Joseph Smith – proclama ao mundo essa gloriosa restauração, – ao mesmo tempo a consumação da obra de Deus através das eras e a preparação para o segundo advento de Jesus, O Cristo. A Igreja afirma que, após a longa noite de escuridão espiritual, voltou a luz do céu, e que a Igreja de Cristo foi autorizadamente estabelecida.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está sozinha na declaração de que o Santo Sacerdócio opera na Terra, não como uma herança através da continuação terrena desde a era apostólica, mas como a dotação de uma nova dispensação, trazida à Terra por ministrações celestiais.

Nesta restauração, devidamente predita, e devidamente realizada, foi testemunhada a realização da visão do Revelador: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho Eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,

Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora de seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e as terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-7)

*Jornalista e Professor

Jornal Midiamax