Opinião

Poupe seu 13º salário

Sugerir ao trabalhador sul-mato-grossense que poupe seu 13º salário, que recebe no mês de dezembro, é sim um bom conselho. Entretanto, melhor ainda seria se conseguisse poupar durante todos os meses do ano, no mínimo 10% de seus vencimentos, para serem aplicados não apenas em situações de emergência como também em projetos maiores, de segurança […]

Produção Publicado em 26/11/2020, às 16h02

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Wilson Aquino
Poupe seu 13º salário
Wilson Aquino

Sugerir ao trabalhador sul-mato-grossense que poupe seu 13º salário, que recebe no mês de dezembro, é sim um bom conselho. Entretanto, melhor ainda seria se conseguisse poupar durante todos os meses do ano, no mínimo 10% de seus vencimentos, para serem aplicados não apenas em situações de emergência como também em projetos maiores, de segurança e bem-estar da família.

Lamentavelmente o trabalhador brasileiro em geral tem o péssimo hábito de gastar mensalmente mais do que ganha. Por conta disso, está sempre endividado, passando os maiores apuros e pagando juros e multas desnecessários.

Há um mês do fim do ano, essa seria uma boa proposta de mudança para ser implementada a partir de janeiro de 2021 na vida de cada trabalhador. Os espertos japoneses cultivam esse hábito há milhares de anos, de poupar de tudo o que ganham, para não serem surpreendidos em períodos de crise como o que atravessamos este ano quando milhares de milhares de empregos foram perdidos por conta da pandemia. E também nos anos anteriores, a crise do desemprego foi bastante acentuada por conta da má gestão no governo.

O trabalhador brasileiro precisa mudar de hábito e também promover a poupança de seus recursos, mesmo os que ganham salário mínimo. Ele precisa aprender a viver com 70, 80, 90% do que ganham e poupar o restante. Todos precisam aprender a economizar.

Outros, além de não gastar mais do que ganham, precisam também de disciplina para evitar o consumismo desenfreado. Existem muitos trabalhadores que simplesmente não resistem às tentações dos mais variados produtos colocados à sua disposição, por intermédio de uma gama de meios de propaganda (televisão, jornais, sites, mídias sociais).

Dezembro é um bom período para reflexão sobre esses gastos. Uma boa sugestão é o cônjuge fazer uma análise de seu guarda-roupas e sapateira, onde certamente existem mais de uma peça de roupas e calçados comprados há tempos e nunca usados.

É preciso resistir à enxurrada de tentações de compras, ainda mais nesta etapa do ano, quando muitas empresas “queimam” seus estoques, oferecendo mercadorias a preços realmente baixos. E para o exercício daqueles que querem mudar a questão é: – Será que eu realmente preciso da mercadoria que estou prestes a comprar? Se essa pergunta for feita com seriedade e responsabilidade, certamente a resposta será: “não”. Então, não compre. Poupe.

Deus, na sua infinita bondade e sabedoria, conhecedor das fraquezas humanas, inclusive com a economia, Nos dá ensinamentos sobre finanças pessoais. Observe o que Ele diz em Provérbios (22:26-27) “Não estejas entre os que se comprometem, e entre os que ficam fiadores de dívidas,

27 Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?

Em Lucas (14: 28-30), outra grande lição: “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

30 Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

E que palavras mais diretas e objetivas encontradas em Isaias (55:2) “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura”.

E em Provérbios (21:20) o puxão de orelha para que levemos a sério a poupança e o gasto naquilo que realmente é necessário: “Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota”.

Então, para maior tranquilidade da família em 2021, não faça compromissos financeiros desnecessários; gaste somente o necessário e poupe sempre, de tudo o que ganhar. Agindo assim o indivíduo, o casal, a família, terá dias melhores e mais tranquilos e seguros para desfrutar mais da presença de todos, juntos, vivendo e tocando as coisas no mesmo rumo.


*Jornalista e Professor

Jornal Midiamax