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Opinião

A política que só ele sabia fazer

Chegar ao ápice de nove mandatos como Deputado Estadual , não é para qualquer um. Lá pelos idos dos anos 70 utilizava seu Fusca para percorrer o Cone Sul advogando e filiando pessoas no seu MDB de então. O banco traseiro do carro era escritório e partido político volante. Asfalto naquela época era sonho grande. […]
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A política que só ele sabia fazer
João Carlos da Silva

Chegar ao ápice de nove mandatos como Deputado Estadual , não é para qualquer um. Lá pelos idos dos anos 70 utilizava seu Fusca para percorrer o Cone Sul advogando e filiando pessoas no seu MDB de então. O banco traseiro do carro era escritório e partido político volante. Asfalto naquela época era sonho grande. Já vinha da experiência de dois mandatos como vereador em Jales – SP e líder do prefeito Edson Freitas , natural do Mato Grosso do Sul e anos depois governador do Mato Grosso substituindo Carlos Bezerra. Seu escritório era uma casa de madeira e movimentado por clientes , correligionários , perseguidos pela que procuravam seus préstimos e populares.

Sempre sisudo e voz firme , chegou ao parlamento estadual pela primeira vez com votação surpreendente. Era a primeira legislatura do novo estado. Defensor ferrenho da democracia , fez da tribuna sua mais eloquente bandeira. Oposicionista dos mais aguerridos , não falava palavrões. Enfrentava a direita com voz forte que ecoava em todo estado. Sua bandeira sempre foi o cidadão e o bem estar da população. Lutava pela saúde de qualidade em todos os municípios que trafegava . Produziu leis importantes e discursos memoráveis na Assembléia Legislativa da Rua Barão do Rio Branco e depois na sede do Parque dos Poderes. Não era dado com gracejos. Sério , era ousado na hora certa do diálogo político.

Quando viu que sua candidatura correria riscos no MDB , escolheu o PDT para assegurar seus passos. Deixou o partido do coração com ele partido ao meio. Era a cara do MDB autêntico. Longo tempo na nova sigla e depois encontrou pouso no . Não importava em qual partido estava. O seu eleitor não o deixava para trás. Desfilava nas urnas. Foi prefeito da sua querida em exemplar gestão. Perdeu poucas nas urnas. Ganhou várias. Nessa última deitou e rolou como o mais votado do tucanato.

Deu brilho e vida para os debates políticos. Era leal com todos os seus companheiros de caminhada. Não os deixava no meio do caminho. Foi uma das mais emblemáticas personalidades públicas que o estado conheceu. Alçou vôo para a eternidade na quase véspera de se tornar prefeito de sua Naviraí pela segunda vez. Éramos bons amigos. Vivemos juntos muitas histórias por esse Mato Grosso do Sul imenso. A voz que defendia o menos favorecido se calou. A grandiosidade da sua ficou como marca registrada.

Onevan José de Matos é desses personagens que o mais sublime dos escritores não terá como copiar suas vertentes. Vira – se um capítulo na política sul – mato – grossense. Na estante da alma de um povo , a certeza de que ele foi gigante. Os gigantes nunca morrem. Vivem na mente de seu povo até o dia em que Deus envelhecer.


João Carlos da Silva, Consultor de Marketing Político

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