O “tarifaço” promovido pelo presidente americano Donald Trump, deve ser anunciado hoje às 17h (horário de Brasília), ainda com algumas dúvidas que precisam ser respondidas. Até que todos os detalhes sejam pulicadas pela Casa Branca, há um misto de apreensão por parte de líderes mundiais e de representantes econômicos, que ainda não sabem exatamente como será a nova cobrança de tarifas americanas.
Tarifaço do Trump foi anunciado logo após a posse de Trump, em 20 de janeiro. O presidente chama esse dia 2 de abril de “dia da libertação”. A Casa Branca considerou a divulgação de hoje “uma das datas mais marcantes da história moderna”.
Trump justifica aumento de taxas dizendo que EUA”saem perdendo” atualmente nas relações comerciais. Trump acostuma chamar os países que cobram mais taxa de importação de injusto, e diz que o objetivo é fazer a economia americana ficar novamente forte, incentivando a produção local em vez de importação de produtos prontos.
Amanha, taxa sobre importação de veículos deve começar a vigorar. Quando Trump anunciou a medida, há duas semana, ideia era que os 25% de sobretaxa na importação de veículos estrangeiros começasse com as demais tarifas, mas a Casa Branca confirmou que isso vai acontecer apenas nesta quinta-feira, 3, a 1h01 (horário de Brasília).
Desde que retornou à Casa Branca, Donald Trump aumentou as tarifas de importação de produtos da China, alguns do México e Canadá. A principal medida que afetou o Brasil foi a taxação do aço e alumínio, em 25%, não só para os produtos nacionais, mas para todo o mundo.
Governo brasileiro vê “fortes indícios de taxação”, e prepara resposta. Brasil pode aumentar taxas de importação de vários produtos em até 35% sem infringir acordos comerciais da OMC (Organização Mundial do Comércio). Demais países pensam em alternativas.
Países ou produtos serão tarifados?
Especula-se que o governo americano taxe produtos, não países. Ainda que a possibilidade de taxar individualmente cada país tenha sido considerada, segundo o jornal Washington Post, há um consenso de que taxar produtos é “mais lógico”.
Canadá, México e China são os “alvos prediletos”. Além de algumas tarifas que afetam outros países, o governo americano já taxou em 10% energia elétrica importada do Canadá, e todos os produtos da China em 20%.
De quanto serão as taxas?
Ainda conforme o jornal americano, citando fontes entre assessores de Trump, taxas devem ser, em média, de 20% —exceto a dos veículos, confirmada pelo presidente em 25%. O governo prevê que as novas tarifas poderiam aumentar em mais de US$ 6 trilhões a receita que pode ser levada aos norte-americanos como um reembolso, informou o jornal, sem detalhar como isso ocorreria.
Há um receio entre os líderes internacionais de que as taxas podem ser recíprocas. O Canadá, por exemplo, cobra 250% de taxa de importação de produtos lácteos americanos. Em teoria, os EUA podem cobrar o mesmo valor.
Quais produtos podem ser taxados?
Possivelmente todos importados pelos Estados Unidos. Isso pode incluir bebidas alcoólicas, etanol, petróleo, plástico e produtos agrícolas.
Como o Brasil pode ser afetado?
Além do aço e alumínio, o etanol está na mira. Trump já disse que o Brasil cobra 18% de taxa de importação do produto americano, enquanto os EUA cobram apenas 2,5%. Este é um produto que pode ter a tarifas igualada na política de reciprocidade. O UOL publicou uma reportagem na semana passada com os possíveis produtos brasileiros que podem ser taxados.
Quando as taxas começam a vigorar?
Segundo a Casa Branca, os valores serão cobrados imediatamente após o anúncio oficial de Trump. Há um evento previsto hoje para o Rose Garden, um dos jardins da sede do governo americano.
A decisão é definitiva?
Não necessariamente. Trump alterna o tom do discurso dependendo do dia. No último fim de semana, por exemplo, afirmou que “o mundo pode se surpreender” com as taxas e depois cogitou negociar com alguns parceiros a redução das tarifas.
*Com informações do portal UOL
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