Pular para o conteúdo
Mundo

Guiana anuncia perfuração de poços de petróleo e governo venezuelano renova ameaça

Tensão entre os países reacendeu após anúncio de multinacional estadunidense
Lucas Caxito -
Montagem bandeiras da Venezuela e Guiana. (Reprodução, Redes Sociais)

O governo da prometeu responder de forma proporcional, contundente e apegada ao direito caso seja iniciada a perfuração de poços petrolíferos em águas em disputa com a Guiana, como a gigante ExxonMobil anunciou esta semana.

“Se a ExxonMobil conta com uma companhia de segurança privada representada pelo Comando Sul (dos EUA) e uma pequena filial no governo da Guiana, bom para eles, mas no espaço marítimo que por direito é da Venezuela receberão uma resposta proporcional, contundente e apegada ao direito”, escreveu o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrinho, no X (antigo Twitter)

Na terça-feira (6), a Exxon anunciou que planeja perfurar ainda este ano dois poços de exploração no litoral de Essequibo, região rica em petróleo e recursos naturais que a Venezuela reivindica da Guiana.

A empresa fez o anúncio após a redução das tensões entre os dois países, exacerbadas no fim do ano passado depois que Georgetown abriu uma licitação petrolífera na região.

“Essa transnacional de energia não apenas ameaça a soberania da Guiana e governa as altas autoridades desse país, mas também pretende proteger suas operações ilícitas em um mar pendente de delimitação sob o manto belicista dos EUA em cumplicidade com a Guiana”, escreveu a vice-presidente Delcy Rodríguez, na quarta-feira.

Petróleo

A disputa secular pelo Essequibo se intensificou em 2015 após a descoberta de depósitos de petróleo na área pela Exxon.

E aumentou ainda mais após a realização de um referendo sobre a soberania do território, em 3 de dezembro, na Venezuela, que levou à criação de um Estado – visto como uma tentativa de anexação por Georgetown – e depois com a chegada de um navio de guerra britânico em águas guianesas, ao que a Venezuela respondeu mobilizando tropas perto da fronteira disputada.

Diálogo

Em meio aos temores regionais de conflito, os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Irfaan Ali, da Guiana, se comprometeram a não fazer o uso da força.

O presidente da Exxon na Guiana, Alistair Routledge, disse na terça-feira que a crise bilateral havia “deixado muita gente nervosa”, mas enfatizou que a empresa está tranquila, pois o contrato com a Guiana “é válido de acordo com as leis locais e internacionais”. Ele também elogiou a “colaboração com outros países na frente militar”, um comentário que irritou Caracas. (Com agências internacionais)

Com informações da Agência Estado

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Expogrande oferece cinco pontos de hidratação com água gelada gratuita 

correios

Correios abre leilão de dois imóveis no Centro de Campo Grande

‘Drive da Vacinação’ forma fila extensa de carros e espera chega a 40 minutos 

Com dinheiro em caixa, Adriane pretende cumprir a meta de zerar fila por vagas em Emeis

Notícias mais lidas agora

Primeiro trimestre em MS fecha com aumento de 10% em crimes violentos

Com tecnologia de scanner 3D, perícia ‘refez’ pela 1ª vez cena de crime bárbaro em MS

bandeirantes eleitores eleição suplementar dejavu

Eleitores de Bandeirantes vivem déjà vu com indefinição de nova eleição: “desanimador”

Serc/UCDB realiza venda de sobá para custear viagem à Supercopa de Futsal em SC

Últimas Notícias

Política

Vander lança pacote de investimentos de R$ 3,5 milhões para UFMS na segunda

Ao longo de 10 anos, deputado federal já destinou mais de R$ 25 milhões para projetos

Famosos

Ana Maria Braga se casa com Fabio Arruda em cerimônia intimista em São Paulo

Discreta, Ana Maria Braga celebrou a união com Fabio Arruda em uma cerimônia feita em sua casa, em São Paulo; saiba detalhes de como foi

Brasil

Chuvas deixam mais de 100 desalojados em Angra dos Reis

Defesa Civil mantém alertas de risco muito alto para deslizamentos

Brasil

Projeto prepara professores para a inclusão de alunos com TDAH

Próximo ponto de capacitação será no Pará, ainda em abril