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EUA ameaçam responder a envio de armas da Coreia do Norte à Rússia

Segundo o The New York Times, o fornecimento de armas é o motivo do encontro, que seria realizado na Rússia
Agência Estado -
Presidente da Rússia, Vladimir Putin (Mikhail Klimentiev / RIA Novosti)

Os EUA reagiram ontem à notícia do encontro entre o líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente russo, Vladimir Putin, nos próximos dias. Os dois estariam se reunindo para negociar o fornecimento de armas norte-coreanas para a Rússia. Segundo o governo americano, o regime de Kim enfrentará consequências se ajudar o esforço de guerra de Moscou.

Isolada pela comunidade internacional, a Coreia do Norte não costuma receber muita atenção, a não ser quando realiza um teste nuclear ou dispara um míssil intercontinental. No entanto, a urgência da Rússia em fazer novos avanços na Ucrânia oferece a Kim uma rara oportunidade.

Segundo o The New York Times, o fornecimento de armas é o motivo do encontro, que seria realizado na Rússia. Assim, Kim teria às mãos uma nova maneira de aborrecer os EUA, se aproximar de Moscou e oxigenar sua economia.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, expressou preocupação com o avanço das negociações entre os dois países e pediu que a Coreia do Norte interrompa o diálogo. Para Kim, um acordo poderia render também auxílio técnico para seu programa bélico e ser considerado um vizinho importante.

As relações entre Moscou e Pyongyang ficaram mais tensas após a desintegração da União Soviética. A Rússia exporta pouco para a Coreia do Norte. A China, sozinha, fornece a maioria dos itens de que os norte-coreanos precisam. Agora, no entanto, os interesses e as visões de mundo em comum aproximam os dois vizinhos.

Mísseis

A Coreia do Norte enfrenta dificuldades tecnológicas em seu programa de mísseis e uma crise econômica angustiante. A Rússia pode ajudar nas duas frentes. “É uma situação em que ambos os lados saem ganhando”, afirmou Lee Byong-chul, especialista em Coreia do Norte do Instituto para Estudos do Extremo Oriente, da Kyungnam, de Seul.

Uma dúvida é sobre o quanto a ajuda norte-coreana poderia fortalecer o esforço de guerra russo, especialmente em razão das dificuldades econômicas da Coreia do Norte e da crônica falta de alimentos no país. Nas semanas recentes, Kim visitou uma série de fábricas de munição, exigindo que os responsáveis aumentassem a produção.

Lee, porém, afirmou que a Coreia do Norte já tem um grande excedente de munição disponível e lembrou que as forças norte-coreanas não combatem desde o armistício da Guerra da Coreia, de 1953. Feitas para uso em armamentos soviéticos, as munições norte-coreanas são compatíveis com o arsenal russo.

Acordo

“Trata-se de uma notícia chocante para os EUA e para os países europeus, que ainda esperam uma conclusão próxima da guerra na Ucrânia”, afirmou Lee. “As munições norte-coreanas podem jogar ainda mais na fogueira.”

Um acordo com a Rússia também poderia elevar as tensões na Península Coreana, ajudando a Coreia do Norte a avançar com seu programa de armas nucleares, e pressionar a Coreia do Sul e o a fortalecerem sua cooperação militar com os EUA, segundo analistas.

“Kim está procurando atalhos tecnológicos para seus programas de satélites militares e mísseis, que foram frustrados pelas sanções econômicas”, afirmou o professor de estudos internacionais Leif-Eric Easley, da Universidade Feminina de Ewha, em Seul.

De acordo com Easley, os intercâmbios militares entre Rússia e Coreia do Norte “minariam a paz e a segurança na Europa e na Ásia e demonstrariam a disposição de Moscou e de Pyongyang de facilitar violações do direito internacional de ambos os lados”

A possível viagem de Kim seria uma volta à Rússia. Em 2019, o líder norte-coreano fez sua primeira visita oficial ao país, viajando em um trem blindado. Russos e chineses, no entanto, já enviaram autoridades a Pyongyang. Em julho, a Rússia despachou seu ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e a China enviou à Coreia do Norte Li Hongzhong, membro do Politburo do Partido Comunista da China. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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