A Nasa, agência espacial americana, lançou, com sucesso, o megafoguete Space Launch System (SLS), que carregava a espaçonave Orion da missão não tripulada Artemis I, rumo à Lua. Ao mesmo tempo em que é um salto histórico para a astronomia, é apenas um pequeno passo para levar o homem de volta ao satélite natural após meio século, e a destinos ainda mais distantes, como Marte.

Após tentativas frustradas e com atraso, o lançamento ocorreu oficialmente à 1h47 (3h47 no horário de Brasília) desta quarta-feira, 16, diretamente do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo a Nasa

, a espaçonave Orion vai viajar mais de 64 mil quilômetros além da Lua e retornar à Terra em pouco mais de 25 dias. A distância é 48 mil quilômetros maior do que recorde anterior, da Apollo 13.

O pouso da espaçonave será acompanhado pelo navio de recuperação na costa de San Diego. Conforme a Nasa

, a Orion entrará na atmosfera terrestre a uma velocidade de 40 mil km/h. A atmosfera vai reduzir a velocidade para 480 km/h, o que vai gerar temperaturas de aproximadamente 2,8 milºC, colocando o escudo térmico da nave à prova.

A missão é, sobretudo, um teste da viabilidade e segurança da Artemis II, que quer levar a primeira mulher e pessoa não-branca à Lua. O objetivo é mostrar a capacidade do foguete SLS em realizar a missão e do escudo térmico da Orion em trazer a tripulação de volta ao solo terrestre.

Conforme mostrou o Estadão, em abril, o movimento que a exploração espacial faz de olhar de novo para a Lua vem da percepção de que o satélite natural é mais interessante do que se pensava e que ele ainda não foi devidamente explorado.

Além dos Estados Unidos, com a Artemis, outros seis seis países têm planos de realizar missões de algum tipo na Lua. São eles: China, Rússia, Índia, Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes.