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Índia: Vírus Nipah causa morte de menino de 12 anos e preocupa autoridades de saúde

O vírus é transmitido entre pessoas e possui taxa de mortalidade que pode chegar a 75%

Renata Barros Publicado em 10/09/2021, às 08h19

Partículas de vírus Nipah isolados da amostra de líquido cefalorraquidiano de uma pessoa infectada
Partículas de vírus Nipah isolados da amostra de líquido cefalorraquidiano de uma pessoa infectada - Foto: Reprodução

Autoridades de saúde da Índia estão preocupadas com a morte de um menino de 12 anos em decorrência de uma infecção ocasionada pelo vírus Nipah. Identificado em 1999, o vírus possui uma taxa de mortalidade que varia entre 40% e 75%, com incubação de até 45 dias antes da pessoa contaminada apresentar os primeiros sintomas.

O vírus pode apresentar sintomas respiratórios, além de tosse, dor de garganta, dores no corpo, fadiga e encefalite. Também pode ocasionar inchaço do cérebro — causando convulsões — que pode levar a vítima a óbito.

Caso na Índia

O menino indiano veio a óbito na cidade de Kozhikode, situada no estado de Kerala, no sul do país. Segundo a rede de TV norte-americana CBS, o menino buscou atendimento médico após apresentar febre alta durante uma semana. O estado de saúde piorou, se desenvolvendo para um grave inchaço cerebral.

Para evitar uma disseminação em massa do vírus Nipah, autoridades indianas colocaram em quarentena e testaram cerca de 188 pessoas que podem ter tido contato com o menino. Além disso, eles também isolaram por três quilômetros a casa em que a criança morava.

Até o momento, dois profissionais de saúde que trataram do menino estão apresentando sintomas de infecção por Nipah. Ambos foram hospitalizados e aguardam os resultados de seus exames de sangue.

Transmissão

O vírus Nipah é zoonótico, o que significa que ele é transmitido entre pessoas, por contato direto e fluídos corporais, ou de animais para humanos. Porcos e morcegos frugívoros Pteropodidae são os principais vetores conhecidos, mas durante o primeiro surto de Nipah, em 1999, na Malásia, foram infectados inclusive cavalos, cabras, ovelhas, gatos e cães.

A revista Galileu pontua que se acredita que a transmissão tenha ocorrido na ocasião devido à exposição às secreções dos porcos ou ao contato com o tecido dos animais doentes. Em surtos subsequentes em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas e sucos contaminados com urina ou saliva de morcegos frugívoros infectados foi a fonte mais provável de infecção, segundo a OMS.

Jornal Midiamax