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Após informações controversas sobre confronto, exército do Paraguai adota silêncio

O pronunciamento ocorreu após os questionamentos sobre o confronto nas proximidades da fronteira com o MS e que colocam em cheque as informações prestadas pela FTC

Marcos Morandi Publicado em 22/11/2021, às 11h57

Membro da FTC em operação na região conhecida como Puentesiño, no Departamento de Concepción
Membro da FTC em operação na região conhecida como Puentesiño, no Departamento de Concepción - Divulgação

O CODI (Comando de Operações de Defesa Interna) ligado ao Exército do Paraguai informou que deixará de falar publicamente sobre o confronto da última sexta-feira (19), entre a FTC (Força-tarefa Conjunta) e a ACA (Grupo Armado Camponês).

Após troca de tiros, quatro guerrilheiros foram mortos no Departamento de Concepción, nas proximidades da fronteira com o Maro Grosso do Sul. “O CODI dará detalhes táticos ou de inteligência apenas na área do caso aberto no órgão jurisdicional, de forma a não afetar e continuar cooperando com o devido processo”, diz um trecho nota divulgada à imprensa.

O pronunciamento ocorreu após os questionamentos sobre o confronto e que colocam em cheque as informações prestadas pela FTC, de que os guerrilheiros teriam sido mortos durante ataque da FTC. Entreato, há informações de que os membros da ACA já estavam mortos, quando foram encontrados pelas forças paraguaias.

Segundo o Codi, a medida é necessária “para evitar que a divulgação de certos aspectos das operações especiais de inteligência comprometam ou coloque em risco a vida de integrantes dos órgãos de segurança do Estado ou civis a eles vinculados”.

Relatório que foi encaminhado ao comandante interino do CODI, Coronel Narciso López Basualdo, por meio da Nota 139/2021, sustenta que as três pessoas, foram encontradas pela FTC após ouvir tiros e em apuração mais aprofundadas no local do confronto, encontrou o quarto guerrilheiro.

Jornal Midiamax