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Policiais de Los Angeles atiram e matam homem negro que alegam que estava armado

Um homem negro foi morto na segunda-feira, 31, em Los Angeles pela polícia, que afirma que ele tinha uma arma, mas que jogou fora durante a operação. O novo incidente ocorre em um clima geral de tensão e desconfiança em relação às forças de ordem, após vários casos de violência policial contra afro-americanos nos Estados […]

Agência Estado Publicado em 01/09/2020, às 14h26

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Um homem negro foi morto na segunda-feira, 31, em Los Angeles pela polícia, que afirma que ele tinha uma arma, mas que jogou fora durante a operação. O novo incidente ocorre em um clima geral de tensão e desconfiança em relação às forças de ordem, após vários casos de violência policial contra afro-americanos nos Estados Unidos.

O homem, que segundo a polícia tinha cerca de 30 anos e não teve sua identidade divulgada, andava de bicicleta na tarde de segunda-feira quando policiais tentaram prendê-lo por uma infração de trânsito, disse em entrevista coletiva o tenente Brandon Dean do gabinete de polícia do Condado de Los Angeles.

Segundo as autoridades, o homem “fugiu correndo” deixando sua bicicleta para trás e, quando os policiais conseguiram prendê-lo, ele acertou um deles no rosto. Nesse momento, dizem, teria deixado cair várias peças de roupa que carregava com ele. “Os policiais notaram que dentro da pilha de roupas havia uma pistola semi-automática preta”, acrescentou Dean.

O homem, alvejado por várias balas, morreu no local. De acordo com o The New York Times, ele chegou a ser algemado mesmo depois de ter sido baleado. As autoridades não especificaram se o homem estava procurando sua arma quando recebeu os disparos. Dean informou que foi aberta uma investigação sobre o caso.

Os disparos foram registrados por pessoas que passavam pelo local, que protestaram contra o uso fatal da força pelas autoridades. À noite, uma multidão de manifestantes já havia se aglomerado no Bairro de Westmont, onde aconteceu o episódio. Segundo a imprensa local, quase 100 pessoas se reuniram no local na noite de segunda-feira para exigir justiça.

O departamento de polícia local informou que o incidente estava sendo investigado por várias entidades, incluindo a promotoria e o Escritório de Assuntos Internos, uma prática padrão quando um civil é morto por um policial.

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Os disparos foram feitos a cerca de 6,5 km ao norte de onde policiais atiraram fatalmente em um homem latino de 18 anos cinco vezes nas costas em junho, em Gardena, um uso da força que a família do homem afirma ter sido injustificada.

Os Estados Unidos têm sido palco de uma onda de protestos antirracistas após a morte de George Floyd em maio, um homem negro sufocado pelos joelhos de um policial branco em Minneapolis. As manifestações voltaram a ganhar força na semana passada depois que outro policial branco disparou sete vezes à queima-roupa contra um homem negro, Jacob Blake, em Kenosha, Wisconsin.

O presidente Donald Trump, que nesta terça-feira, 1º, visita essa pequena cidade, não planeja encontrar a família de Jacob Blake, que ficou paralisado da cintura para baixo por esse novo aparente caso de abuso policial. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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