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Pais de 545 crianças separadas na fronteira dos EUA não foram localizados

Os pais de 545 crianças migrantes que foram separadas deles nos Estados Unidos após terem cruzado a fronteira ilegalmente não foram localizados, informou nesta terça-feira (20) a associação de direitos humanos American Civil Liberties (ACLU). O órgão é um dos que ajuda a reunir as famílias após uma decisão judicial. Sob o programa de tolerância zero para imigração ilegal, […]

Evelin Cáceres Publicado em 22/10/2020, às 07h55

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Os pais de 545 crianças migrantes que foram separadas deles nos Estados Unidos após terem cruzado a fronteira ilegalmente não foram localizados, informou nesta terça-feira (20) a associação de direitos humanos American Civil Liberties (ACLU). O órgão é um dos que ajuda a reunir as famílias após uma decisão judicial.

Sob o programa de tolerância zero para imigração ilegal, o governo dos Estados Unidos começou a separar as crianças de seus pais em maio de 2018, gerando críticas nos EUA e em todo mundo. O plano foi concebido para conter o fluxo crescente de imigrantes sem documentos, a maioria deles famílias da América Central que fugiam da pobreza e da violência em seus países, e levou à separação de 2.700 crianças de seus pais.

Porém, após uma onda de indignação nacional e internacional, o presidente Donald Trump anunciou, seis semanas depois, que suspenderia a separação das famílias, a menos que os pais representassem um “risco” para seus filhos.

Em junho de 2018, uma juíza federal de San Diego, na Califórnia, determinou que as famílias fossem reunidas. Em poucas semanas, centenas de crianças reencontraram os pais.

Na fase piloto, vários adultos separados de seus filhos foram deportados antes da ordem judicial e não puderam ser localizados. Para encontrá-los, a Justiça determinou a criação de um comitê, com a participação da ACLU e de outras organizações defensoras dos direitos humanos.

(Com agências)

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