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OMS: crise do coronavírus pode dobrar mortes por AIDS na África

A crise que a pandemia de coronavírus está causando nos sistemas de saúde de países subsaarianos pode levar a um aumento de pelo menos meio milhão de mortes em decorrência da AIDS na região africana, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com estudos conduzidos com a UNAids – programa das […]

Matheus Maderal Publicado em 11/05/2020, às 10h44

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(Tânia Rêgo/Agência Brasil) - (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A crise que a pandemia de coronavírus está causando nos sistemas de saúde de países subsaarianos pode levar a um aumento de pelo menos meio milhão de mortes em decorrência da AIDS na região africana, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com estudos conduzidos com a UNAids – programa das Nações Unidas criado com a função de ajudar nações no combate à AIDS – os sistemas de saúde africanos podem voltar a ver os níveis de 2008 de mortes relacionadas ao HIV, quando 950 mil pessoas morreram.

“A terrível perspectiva de mais meio milhão de pessoas morrendo na África por doenças relacionadas à AIDS e como retroceder na história”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Devemos ver isso como um alerta para que os países identifiquem formas de sustentar todos os serviços vitais de saúde”, lembrou o chefe da organização.

Ghebreyesus também disse que alguns países já estão tomando medidas importantes em relação ao HIV. Eles estão “garantindo que as pessoas tenham acesso ao tratamento, incluindo kits para a auto-testagem, o que alivia a pressão sobre os serviços de saúde”. “Também precisamos assegurar que os fornecimentos globais de testes e tratamentos continuem a fluir a países onde eles são necessários”, afirmou.

Acredita-se que certa de 25,7 milhões de pessoas vivam com o HIV na África subsaariana e, do total, aproximadamente 16,4 milhões estão tomando medicamentos antivirais.

As agências estimam ainda que os efeitos da pandemia de coronavírus ainda devem ser duradouros nos sistemas de saúde, com um aumento anual de 40% das mortes nos próximos cinco anos. (Com agências internacionais)

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