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Guardian destaca vandalismo de bolsonarista contra memorial em homenagem às vitimas da covid

O jornal britânico The Guardian destacou hoje (11), em seu site na internet, a notícia de vandalismo praticada por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra um memorial em homenagem às vítimas do coronavírus na praia de Copacabana. “Apoiador de Bolsonaro depreda memorial na praia pelas 40 mil vítimas do coronavírus”, diz o […]

Matheus Maderal Publicado em 11/06/2020, às 18h56

(Reprodução/The Guardian)
(Reprodução/The Guardian) - (Reprodução/The Guardian)

O jornal britânico The Guardian destacou hoje (11), em seu site na internet, a notícia de vandalismo praticada por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra um memorial em homenagem às vítimas do coronavírus na praia de Copacabana.

“Apoiador de Bolsonaro depreda memorial na praia pelas 40 mil vítimas do coronavírus”, diz o destaque na página. A matéria lembra que o Brasil – epicentro da pandemia do mundo – já conta com mais de 40 mil mortos pela nova doença, enquanto parte da população se volta contra a postura de Bolsonaro diante da crise.

A reportagem lembra também que o governo Bolsonaro foi acusado de censura após interromper a divulgação dos números totais de casos de coronavírus.

Vandalismo

A instalação da ONG Rio de Paz montada na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, foi vandalizada nesta manhã (11). Três homens e uma mulher que passavam pelo local agrediram verbalmente os voluntários que chamavam atenção para as milhares de mortes provocadas pela pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A ONG Rio de Paz organizou a abertura de 100 covas rasas nas areias da praia, simbolizando as mortes pela covid-19, em uma crítica à condução da crise sanitária pelo governo federal. Um dos agressores derrubou as cruzes que simbolizavam as vítimas fatais da pandemia.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram cenas do distúrbio. Segundo testemunhas, um senhor que passava pela orla de Copacabana na hora da confusão saiu em defesa do ato, recolocando de pé as cruzes derrubadas na areia, enquanto declarava, emocionado e indignado, ter perdido um filho saudável de apenas 25 anos para a covid-19.

Diante da bronca do pai que perdeu o filho, os agressores se afastaram da instalação. Mas alguns ainda tentaram, aos berros, impedir que o presidente da ONG concedesse entrevista a uma rede de televisão.

Os organizadores do evento informaram que nem os agressores nem o senhor que defendeu a manifestação pela vida se identificaram para os voluntários presentes na ação. A ONG Rio de Paz esclareceu que é um movimento suprapartidário e que não recebe verbas públicas de qualquer espécie. (Com informações da Agência Estado)

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