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Filipinas suspendem aulas até que haja vacina contra coronavírus

O polêmico presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse nessa segunda-feira (25), que os estudantes do país não retornarão às aulas até que haja uma vacina contra o novo coronavírus, que já matou quase 350 mil pessoas em todo o planeta. “Sem uma vacina, enviar as crianças para a escola seria um desastre”, disse o mandatário […]

Matheus Maderal Publicado em 26/05/2020, às 10h32

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. (Foto/reprodução)
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. (Foto/reprodução) - O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. (Foto/reprodução)

O polêmico presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse nessa segunda-feira (25), que os estudantes do país não retornarão às aulas até que haja uma vacina contra o novo coronavírus, que já matou quase 350 mil pessoas em todo o planeta.

“Sem uma vacina, enviar as crianças para a escola seria um desastre”, disse o mandatário em um discurso televisionado. “Não permitirei a abertura de salas de aula onde estudantes sentarão próximos um ao outro”, acrescentou.

A princípio, o retorno às aulas estava previsto para o final de agosto, no país asiático. Mais de 25 milhões de alunos dos ensinos médio e fundamental tiveram as aulas suspensas em março, em decorrência das medidas de prevenção contra a pandemia.

O presidente, no entanto, diz que o risco do retorno às aulas é muito grande, mesmo que os alunos retrocedam academicamente. “Para mim, vacina primeiro. Se a vacina já estiver pronta, então ok. Se ninguém se formar, que seja”.

Atualmente, não há vacinas contra o coronavírus. Pesquisadores de todo o mundo se empenham para desenvolver a imunização contra a doença, mas não está claro quando, exatamente, estará disponível.

Famoso por falas polêmicas e suas posturas enérgicas, Duterte chegou a dizer, no mês passado, que mandaria as forças de segurança do país “atirarem para matar” quem despeitasse a quarentena.

Com a economia combalida pela pandemia, as Filipinas têm 14,6 mil infectados por coronavírus e 886 vítimas da covid-19. (Com agências internacionais)

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