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Cuba: embargo imposto por EUA dificulta luta contra coronavírus na ilha

Autoridades de Saúde de Cuba denunciaram que o embargo imposto há mais de sessenta anos pelos Estados Unidos está dificultando a luta do país contra a proliferação de coronavírus, de acordo com informações da agência de notícias russa RT. “O bloqueio financeiro-econômico dos Estados Unidos é o sistema de sanções mais injusto, severo e prolongado […]

Matheus Maderal Publicado em 11/04/2020, às 15h49

Foto: ilustrativa
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Autoridades de Saúde de Cuba denunciaram que o embargo imposto há mais de sessenta anos pelos Estados Unidos está dificultando a luta do país contra a proliferação de coronavírus, de acordo com informações da agência de notícias russa RT.

“O bloqueio financeiro-econômico dos Estados Unidos é o sistema de sanções mais injusto, severo e prolongado de um país contra o outro em toda história”, disse Nestor Marimon, diretor de relações internacionais do Ministério da Saúde Cubano. Ele acrescentou que o embargo imposto no auge da Guerra Fria se torna “ainda mais cruel e genocida do que normalmente é, quando não temos uma epidemia”.

De acordo com dados do regime cubano, só o Ministério da Saúde do país perdeu US$ 160 milhões entre abril de 2019 e março deste ano, em decorrência das ações impostas pelos americanos. Uma perda de US$ 60 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a RT, as sanções já atingiram encomendas diretamente relacionadas ao coronavírus. Na semana passada, um lote de kits de testes para o Covid-19 e respiradores doados pelo bilionário chinês Jack Ma, dono do site Alibaba, foram cancelados. A companhia temia as consequências do furo ao embargo.

Além de Cuba, sanções impostas pelos americanos através do mercado financeiro internacional pressionam a economia de países como a Venezuela, mergulhada numa crise de abastecimento, e o Irã, um dos países com o maior número de mortos por coronavírus em todo o mundo.

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