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Coronavírus: Sanofi diz que EUA serão priorizados com vacina e é criticada na França

O laboratório farmacêutico Sanofi, com sede em Paris, está sendo alvo de críticas pelos franceses após anunciar que as primeiras vacinas que estão sendo desenvolvidas para imunizar a população do covid-19 serão reservadas aos americanos. As informações são da rede de notícias Aljazeera. A controvérsia foi inflamada após o chefe-executivo do laboratório, Paul Hudson, anunciar […]

Matheus Maderal Publicado em 14/05/2020, às 09h52 - Atualizado às 10h03

Foto: Divulgação
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O laboratório farmacêutico Sanofi, com sede em Paris, está sendo alvo de críticas pelos franceses após anunciar que as primeiras vacinas que estão sendo desenvolvidas para imunizar a população do covid-19 serão reservadas aos americanos. As informações são da rede de notícias Aljazeera.

A controvérsia foi inflamada após o chefe-executivo do laboratório, Paul Hudson, anunciar que os pacientes americanos seriam priorizados, uma vez que o governo de Donald Trump está ajudando a financiar as pesquisas para a vacina.

Ainda de acordo com a Aljazeera, a companhia voltou atrás após uma onda de críticas e anunciou que a imunização, quando pronta, será disponibilizada a todos os países. O ministro da Saúde francês, Olivier Veran, disse que o laboratório “garantiu” que isso era verdade.

Cloroquina

Essa não é a primeira polêmica envolvendo a Sanofi e integrantes do governo americano desde o início da pandemia. No mês passado, a imprensa americana levantou suspeitas sobre a campanha do presidente Donald Trump em favor da cloroquina para o tratamento da covid-19. O medicamento também é produzido pela Sanofi, que tem como acionistas assessores do republicano.

O medicamento, originalmente usado para tratar paciente com lúpus e malária, não tem eficácia clinicamente comprovada contra a doença causada pelo coronavírus.

Jornal Midiamax