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Cientista diz sentir paz ao saber como o universo irá acabar

Olhando para o céu e imaginando a dimensão do universo é difícil imaginar que um dia ele acabará, mas infelizmente esse dia chegará. Apesar de não saber com exatidão se o fim acontecerá por “morte térmica”, “grande implosão”, “decomposição à vácuo”, os cientistas apostam em uma das três teorias. Lendo algo do tipo, muitos podem […]

Gabriel Neves Publicado em 06/08/2020, às 15h05

Imagem ilustrativa. (Foto: NASA Goddard/BBC News Brasil)
Imagem ilustrativa. (Foto: NASA Goddard/BBC News Brasil) - Imagem ilustrativa. (Foto: NASA Goddard/BBC News Brasil)

Olhando para o céu e imaginando a dimensão do universo é difícil imaginar que um dia ele acabará, mas infelizmente esse dia chegará.

Apesar de não saber com exatidão se o fim acontecerá por “morte térmica”, “grande implosão”, “decomposição à vácuo”, os cientistas apostam em uma das três teorias.

Lendo algo do tipo, muitos podem sentir medo, vazio, insegurança ou se enxergarem diminuídos frente a tamanha imensidão. Mas para a cosmóloga Katie Mack, ao pensar no final dos tempos o sentimento é de profunda paz.

Em seu livro “O fim de tudo” a cosmóloga diz saber como tudo terminará e senti liberdade com isso, “há algo em aceitar a transitoriedade da existência que te liberta um pouco”, disse Mack em uma entrevista à BBC.

Durante a entrevista, a cientista e escritora explica ser fascinada sobre o universo desde pequena e após se dar conta que, assim como começou, tudo se acabará revolveu escrever seu livro para compartilhar um pouco desse terror.

Segundo Mack, em sua entrevista à BBC, existem três grandes possibilidades para o fim ou “morte” do universo, a “morte térmica” é a mais aceita e prevê que o universo irá se expandir até um certo ponto, onde irá esfriar e desaparecer.

Outra que a cientista ressaltou é a “decomposição à vácuo”, onde uma grande bolha da morte surja em algum lugar do universo e comece a expedir na velocidade da luz destruindo tudo o que existe.

Para Mack, compartilhar as teorias aterrorizantes pode parecer mesquinho, mas ela alega que o real intuito não é amedrontar, mas sim fazer com que as pessoas possam se conectar com as coisas que ocorrem em nossa volta, sabendo que nós somos o universo e estamos sujeitos ao que ocorre com ele.

“Muitos aspectos da vida moderna são projetados para tentar nos convencer de que estamos completamente seguros, protegidos e no controle de tudo que nos rodeia. E isso simplesmente não é verdade. Evidentemente, o mundo está passando por uma situação que está impulsionando essa mensagem”, disse Mack.

Para os assustados, podem se acalmar, apesar de não saber quando isso ocorrerá, Mack ressalta que nosso querido universo, que podemos chamar “lar” ainda terá trilhões e trilhões de anos de existência.

Jornal Midiamax