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Suposto suborno da Odebrecht põe na cadeia ex-ministro do Equador

Esquema envolveria 33 milhões de dólares

Celso Bejarano Publicado em 23/04/2017, às 11h15

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Esquema envolveria 33 milhões de dólares

O ex-ministro da Energia do Equador Alecksey Mosquera e um empresário foram detidos em uma investigação sobre supostos subornos de US$ 33,5 milhões pagos pela Odebrecht a funcionários do governo do país. A informação foi divulgada pelo procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, em sua conta oficial no Twitter nesta sexta-feira, de acordo com a agência de notícias “AFP”.

“Detidos Alexei M. ex-ministro da Energia, e Marcelo Marcelo E., sócio de empresas, que teriam recebido dinheiro de corrupção”, escreveu o procurador-geral.

A Procuradoria-Geral destacou que a audiência para apresentar as acusações deve acontecer neste sábado, sem revelar detalhes sobre os supostos crimes. Essa é a primeira prisão do inquérito que tenta esclarecer o escândalo de corrupção da Odebrecht no país.

Alecksey Mosquera foi ministro da Energia entre 2007 e 2009 no governo do presidente socialista Rafael Correa. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou entre 2007 e 2016 cerca de US$ 33,5 milhões a funcionários do Equador, e encontrou problemas com a aprovação de projetos em 2007 e 2008. O presidente Rafael Correa expulsou a gigante brasileira em 2008 por irregularidades na construção de uma usina hidrelétrica. Após um acordo, a Odebrecht retornou em 2010 para o Equador.

Odebrecht e sua filial Braskem concordaram em pagar multas de US$ 3,5 bilhões para os Estados Unidos, Suíça e Brasil por seu sistema de propinas.

Em março, a justiça equatoriana bloqueou pagamentos de US$ 40 milhões devidos à Odebrecht para garantir uma indenização pela construtora ao país, ao mesmo tempo que proibiu temporariamente que as instituições estatais assinem contratos com a empresa brasileira.

O Brasil entregará ao Equador dados sobre os supostos subornos a partir de junho, após o fim do prazo do sigilo judicial com a Odebrecht, de acordo com o procurador-geral.

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