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OPAQ examina proposta da Rússia e Irã sobre suposto ataque químico na Síria

Países ocidentais acusaram o regime sírio de estar por trás do bombardeio

Henrique Kawaminami Publicado em 20/04/2017, às 17h41

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Foto: AFP / FADI AL-HALABI

Países ocidentais acusaram o regime sírio de estar por trás do bombardeio

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) examinará nesta quinta-feira uma proposta de Moscou e Teerã para a criação de uma nova equipe responsável por investigar o suposto ataque químico no início do mês na Síria.

O projeto de texto, ao qual a AFP teve acesso, exige uma investigação “para estabelecer se foram utilizadas armas químicas em Khan Sheikhun, e como estas chegaram ao local do suposto incidente”, apesar de uma investigação já estar em curso para averiguar o ocorrido.

A proposta da Rússia e do Irã também pede aos investigadores que viajem até a base aérea de Shayrat, bombardeada pelos Estados Unidos após o suposto ataque químico de 4 de abril, “para comprovar as acusações sobre o armazenamento de armas químicas” no local.

Na quarta-feira, a OPAQ anunciou que tem provas “irrefutáveis” sobre o uso de gás sarin ou de uma substância similar durante o ataque que deixou 87 mortos, incluindo 31 crianças.

As mostras retiradas dos corpos de 10 vítimas do ataque de Khan Sheikhun, analisadas por quatro laboratórios designados pela OPAQ, “indicam uma exposição ao gás sarin ou a uma substância similar”, declarou Ahmet Uzumcu, diretor da organização.

Os países ocidentais acusaram o regime sírio de estar por trás do bombardeio com armas proibidas contra a localidade rebelde, situada na província de Idleb, noroeste do país.

Mas a Rússia, aliada do presidente sírio Bashar al-Assad, critica a atual missão de investigação da OPAQ e reclama outra “mais profunda e minuciosa”.

O pedido evidencia as divisões dentro do Conselho Executivo da OPAQ esta semana em Haia, onde muitos países expressaram apoio à atual equipe de investigadores.

“Não vemos a necessidade de criar uma nova estrutura”, declarou o representante belga na OPAQ durante uma reunião na quarta-feira.

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