Coreia do Norte promete responder ‘insensato’ envio naval dos EUA

EUA determinaram no deslocamento do porta-aviõe de outros navios da Marinha para águas próximas ao território da Coreia do Norte
| 11/04/2017
- 15:25
Coreia do Norte promete responder ‘insensato’ envio naval dos EUA

EUA determinaram no deslocamento do porta-aviõe de outros navios da Marinha para águas próximas ao território da

A Coreia do Norte denunciou, nesta terça-feira (10), o envio "insensato" da Marinha americana à península coreana, advertindo que o governo está preparado para responder.

O envio por parte de Washington de um porta-aviões e sua frota para a região "vem provar que os movimentos insensatos dos Estados Unidos para invadir a República Democrática Popular da Coreia alcançaram uma fase grave", disse um porta-voz do Ministério norte-coreano das Relações Exteriores, segundo a agência oficial de notícias KCNA.

Os Estados Unidos determinaram no último sábado (8) o deslocamento do porta-aviões USS Carl Vinson e de outros navios da Marinha para águas próximas ao território da Coreia do Norte. O movimento é uma demonstração de força após "novas provocações" feitas pelo presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que tem coordenado testes de lançamentos de mísseis em direção ao mar.

A esquadra suspendeu um exercício na Austrália após receber uma ordem do almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, para se deslocasse à Península Coreana, onde os militares americanos devem participar de manobras anuais de defesa comandadas pela Coreia do Sul, constantemente ameaçada pela vizinha do norte.

O envio do porta-aviões ocorre na semana em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu a visita do presidente chinês, Xi Jinping. Em uma das reuniões, ambos discutiram a necessidade de evitar "novas provocações" da Coreia do Norte.

A China pediu que os Estados Unidos e a Coreia do Norte "ajam com moderação e evitem uma escalada das tensões" após o envio de um porta-aviões nuclear americano à península coreana.

A porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Hua Chunying, disse, em entrevista, que seu governo "segue de perto os acontecimentos na península coreana".

Veja também

Bicampeã olímpica pelos EUA foi detida em fevereiro em Moscou

Últimas notícias