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Pentágono passará a permitir militares transgênero e pagará cirurgias íntimas

Secretário de Defesa diz que critério passa a ser apenas qualificação

Norberto Liberator Publicado em 01/07/2016, às 11h02

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Secretário de Defesa diz que critério passa a ser apenas qualificação

Os critérios de seleção do Exército dos EUA serão mudados, de acordo com anúncio do secretário de Defesa, Ashton Carter. A partir de agora, de acordo com a agência alemã Deutsche Welle, o critério passa a ser a qualificação, independente de identidade de gênero ou sexualidade. Além disso, o Pentágono anunciou que pagará por cirurgia íntima a militares transgênero.

Carter fez o anúncio na quinta-feira (30). "Nossa missão é defender este país, e nós não queremos que haja barreiras que nos impeçam de recrutar aqueles que melhor cumprirão essa missão", disse ele no Pentágono.

"A realidade é que temos transexuais servindo de farda hoje em dia. Os americanos querem servir, e a profissão deve estar aberta a todos", prosseguiu. Ele ainda ressaltou que a abolição da proibição de transexuais é “a coisa certa a se fazer”.

Cerca de 2,5 mil transgêneros servem as Forças Armadas, segundo cálculos do governo, mas não são autorizados a falar sobre sua orientação de gênero. Eles podem servir seguindo a política conhecida como “don’t ask, don’t tell”, de não revelar sua condição. Com a nova medida, teriam autorização para deixá-la pública.

Em 2011, o Pentágono já havia derrubado a proibição de militares homossexuais assumidos. No ano passado, foi permitido que os cargos também fossem ocupados por mulheres, o que inclui postos de combate.

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