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EUA identificam generais sírios responsáveis por ataques a civis

Embaixadora da ONU também citou nomes de coronéis

Ana Paula Chuva Publicado em 21/11/2016, às 19h37

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Embaixadora da ONU também citou nomes de coronéis

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Samantha Power, identificou pelos nomes nesta segunda-feira (21), no Conselho de Segurança, uma dezena de coronéis e generais sírios acusados de terem ordenado ataques a populações civis e tortura de opositores.

"Eles devem saber que seus abusos estão documentados e que um dia deverão prestar contas", afirmou Power. "Os Estados Unidos não deixarão que quem comandou unidades envolvidas nestes atos se ocultem no anonimato por trás da fachada do regime de Assad", acrescentou a diplomata americana.

Os militares, afirmou, são comandantes de unidades que bombardearam ou atacaram em terra alvos civis, ou comandantes de centros de detenção do Exército sírio, onde se tortura sistematicamente os opositores.

Estes oficiais, explicou a embaixadora americana, acreditam estar a salvo da Justiça, mas "também acontecia o mesmo com Slobodan Milosevic, Charlos Taylor e outros incontáveis criminosos de guerra", disse.

O líder sérvio e o ex-senhor da guerra liberiano foram presos pela Justiça internacional e condenados pelo Tribunal Penal Internacional.

Power admitiu que alguns grupos armados de oposição na Síriatambém cometeram atrocidades, mas não os identificou.

O embaixador adjunto russo na ONU, Vladimir Safronkov, pediu à embaixadora americana que "seja imparcial" e disse que essas acusações ultrajam o princípio "de presunção de inocência", afirmou o diplomata russo. "Isto só pode ser decidido através de procedimentos legais".

As denúncias com nomes e sobrenomes, feitas pela embaixadora Power, são incomuns no âmbito de uma sessão do Conselho de Segurança. Mas investigações da própria ONU e de organizações de defesa dos direitos humanos já questionaram unidades militares sírias, em particular o último relatório da ONU sobre ataques com armas químicas, cometidos na Síria em 2014 e 2015.

Jornal Midiamax