Mundo

Depois de ataque a voluntários, ONU suspende ajuda humanitária à Síria

Auxílio ficará suspenso até avaliação de segurança

Norberto Liberator Publicado em 20/09/2016, às 11h52

None
siriaataque.jpg

Auxílio ficará suspenso até avaliação de segurança

A ONU (Organização das Nações Unidas) suspendeu o envio de ajuda humanitária à Síria, após o ataque aéreo ocorrido contra uma expedição do órgão nesta segunda-feira (19). O bombardeio atingiu 18 de 31 caminhões da entidade que se dirigiam à cidade de Urm Al-Kubra, na província de Alepo, e deixou ao menos 12 mortos.

O Crescente Vermelho – órgão que corresponde à Cruz Vermelha no Oriente Médio – confirmou que ao menos um de seus membros foi morto durante o ataque. A ONU afirma que não enviará qualquer equipe à Síria até que as questões de segurança no país sejam avaliadas.

O serviço de ajuda humanitária da ONU afirma que “o fracasso na proteção dos trabalhadores e estruturas humanitárias pode ter sérias repercussões no trabalho desenvolvido no país”. As Nações Unidas afirmam que o governo do presidente Bashar Al-Assad havia permitido o envio de ajuda humanitária em áreas sitiadas.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos declarou que ao menos 12 trabalhadores e condutores foram mortos. Ao menos 18 dos 31 caminhões foram destruídos. Eles levavam roupas, medicamentos e alimentos. A Cruz Vermelha condenou o bombardeio e o classificou como “clara violação do direito internacional”.

Stephen O'Brien, comandante do setor de ajuda humanitária da ONU, afirma que “se for descoberto que este ataque cruel tinha como alvo deliberado a equipa humanitária, isso representaria um crime de guerra".

Os Estados Unidos declaram que o caminho feito pelo comboio é conhecido de Assad e Putin, o que poderia ser indício de que o ataque partiu de Moscou ou Damasco. Em resposta, o Ministério da Defesa russo afirma que jamais haveria bombardeio por parte das Forças Armadas daquele país ou da Síria.

"As aviações russa ou síria não efetuaram qualquer ataque aéreo contra um comboio humanitário da ONU a sudoeste de Alepo", diz o documento.

Jornal Midiamax