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Coreia do Norte inicia congresso que deve oficializar Kim Jong-Un como ‘líder supremo’

É a primeiro reunião do partido em 36 anos

Norberto Liberator Publicado em 06/05/2016, às 14h06

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É a primeiro reunião do partido em 36 anos

A Coreia do Norte iniciou nesta sexta-feira (6) o congresso do Partido dos Trabalhadores, o único do país e responsável pela manutenção do regime da dinastia Kim. O país foi preparado durante 70 dias para a realização do evento, com aumento das cargas horárias de trabalho visando aumento de produção, para o que o país considera um ‘momento sagrado’.

De acordo com o jornal português Diário de Notícias, alto-falantes tocavam às 5h da manhã para que as jornadas de trabalho começassem, no que foi chamado pelo regime de ‘campanha da lealdade’. O congresso é o primeiro em 36 anos e a reunião deve durar entre três e cinco dias. Casamentos e funerais estão proibidos enquanto o evento ocorre.

O motivo para o congresso seria a oficialização de Kim Jong-Un como o ‘supremo líder todo poderoso’. Especialistas chegaram a cogitar que ele pode marcar, também, uma abertura econômica do país para o capital estrangeiro, em um sistema parecido com o da China. Outro objetivo seria consolidar a imagem da Coreia do Norte como potência nuclear.

Outros negam que Kim tenha metas de novo direcionamento econômico. "O seu único objetivo é consolidar o poder como líder supremo. Não acredito que vá anunciar reformas significativas", afirma o ex-líder dos serviços de informações da Coreia do Sul, Rah Jong-yil, ao britânico Telegraph.

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