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Com 11 bombas em 24 horas, governo da Tailândia descarta ação de jihadistas

Autoridades dizem que ataques tiveram outra motivação

Norberto Liberator Publicado em 12/08/2016, às 13h00

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Autoridades dizem que ataques tiveram outra motivação

Mais de 11 bombas explodiram durante as últimas 24 horas em cinco províncias do sul da Tailândia, onde há grande movimentação de turistas. Ao menos quatro pessoas morreram. A polícia do país afirmou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (12), que não trabalha com a possibilidade de atentado jihadista.

Segundo o porta-voz da polícia tailandesa, Piyapan Pingmuang, os ataques ocorreram devido a disputas políticas no país, sem envolvimento de organizações terroristas internacionais. “Não são ataques terroristas. É uma sabotagem local”, afirma. De acordo com o jornal The New York Times, nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados.

Pingmuang ainda declara que as autoridades não têm conhecimento sobre quem seria responsável. “No momento, não se sabe que grupo está por trás”, acrescenta o porta-voz. A agência de notícias AFP afirma que foram ao menos 11 bombas, algumas em explosões duplas. O veículo francês informa que a maioria dos feridos nos ataque é de estrangeiros.

A reportagem da AFP ainda cita que a região, na fronteira com a Malásia, é palco de conflitos provocados por grupos muçulmanos separatistas, que pretendem formar um país islâmico independente da Tailândia, cuja população em maioria segue o budismo e o hinduísmo. No entanto, o movimento não costuma ter alvos civis, geralmente atacando postos militares.

A polícia afirmou em nota que oficiais reforçam lugares estratégicos e que a segurança está reforçada “nos escritórios importantes do governo e locais simbólicos, especialmente em terminais de ônibus, estações de trem e aeroportos; pontos turísticos, restaurantes e zonas de lazer, onde se concentra um grande número de pessoas”.

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