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Serra Leoa é declarada livre do ebola

 Epidemia dizimou a população e a desestabilizou sistema de saúde do país

Wendy Tonhati Publicado em 07/11/2015, às 15h36

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 Epidemia dizimou a população e a desestabilizou sistema de saúde do país

Serra Leoa foi declarado neste sábado um país livre da transmissão do vírus do ebola pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após 42 dias desde que deu negativo o resultado do segundo exame do último paciente infectado no país.

Até o momento, e segundo o último relatório da OMS sobre a situação do ebola, datado de 4 de novembro, 14.089 pessoas se infectaram com o vírus em Serra Leoa, sendo que 3.955 morreram.

"A OMS parabeniza o governo de Serra Leoa e a sua população por atingir este significativo marco na luta do país contra o ebola. Serra Leoa alcançou este estágio com muito trabalho e muito compromisso após lutar contra a maior epidemia de ebola jamais vivida na História", afirmou a entidade em comunicado publicado em seu site.

Além disso, estima-se que 4 mil pessoas sobreviveram ao contágio, e sofrem, em diferentes níveis, as consequências médicas da passagem do vírus por seu corpo, como dores musculares e problemas de visão. Estas pessoas deverão manter cuidados médicos e, por isso, é essencial restabelecer o mais rápido possível o sistema público de saúde, segundo a OMS.

Conforme o comunicado, a entidade manterá por um período indeterminado profissionais no país monitorando as atividades.

Em 9 de maio, a OMS anunciou o fim da transmissão do ebola na Libéria, tornando o país o primeiro dos três mais afetados a superar o contágio desta doença. No entanto, em 29 de junho, o vírus voltou a ser identificado e infectou seis pessoas, das quais duas morreram. Em 3 de setembro, a OMS voltou a declarar à Libéria "livre de transmissão de ebola".

Agora, apenas Guiné ainda registra um surto ativo de ebola. Por conta disso, a vigilância deve ser redobrada, porque enquanto o vírus estiver latente em um país, pode infectar pessoas de outros locais.

No entanto, o vírus está controlado, dado que, na semana que acabou em 1 de novembro, apenas um novo caso foi detectado na Guiné. Trata-se de um recém-nascido, filho de uma mulher contagiada com o vírus e que morreu durante o parto. O bebê e dois de seus irmãos, também com a doença, estão recebendo tratamento.

A principal preocupação é que as três pessoas que foram confirmadas com o ebola na semana anterior tiveram contato com dezenas de cidadãos, o que, apesar do controle, acendeu o alerta.

A OMS informou em reiteradas ocasiões que até hoje nenhum caso superou o período de extrema vigilância, que é de 90 dias, nas três nações, mas o perigo do ressurgimento da doença segue vigente.

O ebola apareceu em dezembro de 2013 em uma região de floresta da Guiné, divisa com Libéria e Serra Leoa. A doença se espalhou rapidamente através das frágeis fronteiras entre os três países. Até o momento, 29.607 pessoas foram atingidas, das quais 11.314 morreram.

Jornal Midiamax