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Papa considera ‘justa’ a posição do governo grego de Alexis Tsipras

Para o papa, uma empresa pode declarar falência, mas um país, não

Gerciane Alves Publicado em 13/07/2015, às 16h38

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Para o papa, uma empresa pode declarar falência, mas um país, não

O papa Francisco considerou nesta segunda-feira (13) como “justa” a posição do governo de Alexis Tsipras em relação à situação da Grécia, em entrevista à imprensa dentro do avião no qual retornou de sua viagem a Equador, Bolívia e Paraguai.

“Os governantes gregos que levaram (o país) a essa situação de dívida internacional têm uma responsabilidade, e o novo governo grego começou uma revisão justa”, disse o pontífice.

O papa comentou que uma empresa pode declarar falência, mas um país não, ao ser questionado sobre a crise grega enquanto retornava a Roma após sua viagem à América do Sul.

O pontífice argentino admitiu que não entende muito sobre esse assunto, mas, em resposta a perguntas de jornalistas que viajaram com ele, entre eles da Agência Efe, disse que ouviu que as Nações Unidas estavam preparando um projeto sobre a possibilidade de um país declarar falência, “que não é o mesmo que o default (moratória)”.

“Era um projeto. Não sei como foi, se era verdade ou não. Mas, se uma empresa pode fazer uma declaração de falência, por que um país não pode fazê-lo?”, se perguntou Francisco.

Para o pontífice, em uma situação como a da Grécia, “seria fácil dizer que a culpa é só de uma parte”.

Francisco manifestou seu desejo de que finalmente seja encontrado um caminho para uma solução da situação grega e pediu a criação de “um caminho de monitoramento para que outros países não voltem a cair no mesmo problema”.

“Porque este caminho dos empréstimos e das dívidas, desse jeito, não vai terminar nunca”, opinou o papa, que voltava à Europa enquanto os líderes dos países da zona do euro alcançavam em Bruxelas um acordo sobre a situação da Grécia.

Jornal Midiamax