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Otan chama de “ato bárbaro” ataque a jornal francês

Segundo o último balanço oficial, 12 pessoas foram mortas.

Midiamax Publicado em 07/01/2015, às 14h52

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Segundo o último balanço oficial, 12 pessoas foram mortas.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, condenou o atentado contra a redação do jornal Charlie Hebdo. Doze pessoas, entre cartunistas, policiais e outros funcionários da publicação, foram mortos por terroristas armados que invadiram a redação, em Paris, por volta das 11h30 (8h30 em Brasília).

“Condeno veementemente o ataque terrorista no escritório da revista Charlie Hebdo”, declarou Stoltenberg em um comunicado divulgado pela Otan. O secretário-geral qualificou o atentado como “um ato bárbaro” e um “ataque ultrajante à liberdade de imprensa”. 

Stoltenberg afirmou que todos os países-membros da organização continuarão atuando conjuntamente contra o terrorismo. “Terrorismo em todas as suas formas e manifestações, que não pode ser tolerado ou justificado”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também condenou o ataque “brutal e desumano” contra o jornal, classificando-o como um “ato intolerável”. “Estou profundamente chocado com o ataque brutal e desumano perpetrado contra as instalações do Charlie Hebdo”, disse Juncker, num comunicado divulgado em Bruxelas.

Ele ressaltou que o atentado terrorista foi “uma barbárie”.  Juncker enviou condolências às famílias das vítimas e manifestou solidariedade aos franceses.

Até o momento, nenhuma organização assumiu a autoria do atentado, que já é apontado por alguns veículos de imprensa franceses como um dos mais graves de toda a história do país. Mais cedo, o presidente francês François Hollande declarou que o país vive “um momento extremamente difícil”. O gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que elevou o nível de alerta na região de Paris para o máximo, designado “alerta de atentado”.

Alvo de constantes ameaças e de ataques devido a suas críticas satíricas – como as charges de Maomé, publicadas em 2006 -, o Charlie Hebdo contava com proteção policial especial. Em 2011, a redação do jornal já tinha sido atacada com coquetéis molotov.

Jornal Midiamax