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Operação dos EUA na Síria matou 32 jihadistas do Estado Islâmico, incluindo 4 líderes

Operação autorizada pelo presidente americano matou Abu Sayyaf

Clayton Neves Publicado em 17/05/2015, às 11h32

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Operação autorizada pelo presidente americano matou Abu Sayyaf

A operação militar americana na Síria na qual um chefe do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Sayyaf, morreu, matou 32 membros da organização, incluindo outros três líderes, afirmou neste domingo (17) uma ONG.

Além de Abu Sayyaf – responsável pela venda de petróleo e gás do EI – morreram o vice-“ministro da Defesa” do grupo, um encarregado de comunicação e um quarto líder não identificado, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Um funcionário da Defesa americana comunicou no sábado que as forças especiais americanas haviam matado Abu Sayyaf e uma dúzia de combatentes nesta operação terrestre na Síria. Os jihadistas não forneceram, por sua vez, nenhum balanço de mortos.

O responsável de comunicação era de nacionalidade síria, enquanto Abu Sayyaf e os outros dois líderes abatidos eram originários do Magreb, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, uma ONG com sede em Londres que se apoia em uma rede de informantes na Síria.

Esta operação terrestre, a primeira reivindicada pelos Estados Unidos contra o EI para capturar um de seus líderes, foi realizada em Al Omar, um dos maiores campos petrolíferos da Síria, que está nas mãos do Estado Islâmico.

Abu Sayyaf morreu “em uma troca de tiros com as forças americanas”, disse a Casa Branca, ressaltando que nenhum militar americano morreu ou ficou ferido.

Segundo Washington, Abu Sayyaf era um funcionário de alto escalão do grupo jihadista, que proclamou um califado entre Iraque e Síria, e “desempenhou um papel chave na supervisão das operações ilícitas do EI (relacionadas com) o petróleo e o gás”, uma fonte de financiamento primordial para a organização extremista.

Jornal Midiamax