Mundo

Indonésia confirma execução de 10 presos; situação de brasileiro é incerta

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42, que foi diagnosticado com esquizofrenia, está na lista

Clayton Neves Publicado em 26/02/2015, às 20h09

None
18jan2015-rodrigo-gularte-foi-preso-em-2004-e-desde-entao-desenvolveu-problemas-mentais-segundo-a-familia-1421831578581_300x300.jpg

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42, que foi diagnosticado com esquizofrenia, está na lista

O procurador-geral da Indonésia, HM Prasetyo, anunciou nesta quinta-feira (26) que 10 presos enfrentarão o pelotão de fuzilamento na próxima rodada de execuções, informou o jornal britânico “The Guardian”.

“Quando os preparativos tiverem sido feitos, iremos executá-los imediatamente”, afirmou. 

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42, que foi diagnosticado com esquizofrenia, está na lista.

A Justiça do país havia concordado que ele deveria ser retirado da prisão de Nusa Kambangan e passar por um exame completo antes de uma eventual execução, mas, segundo seu advogado, Rico Akbar, isso ainda não aconteceu.

“As autoridades devem estar atentas a isso”, disse Akbar. “Se não, eles serão acusados de violação de direitos humanos e o mundo verá  que a Indonésia executou uma pessoa com doença mental”.

Também estão na lista os australianos Andrew Chan and Myuran Sukumaran, condenados por narcotráfico.

O premiê australiano, Tony Abbott, fez um apelo direto por clemência pelos dois, em telefoneman direto ao premiê indonésio, Joko Widodo, na última quarta-feira (25).

Mas Widodo disse que nenhuma intervenção internacional vai barrar as execuções dos dois australianos nem de nenhum outro estrangeiro. Ele tem negado os insistentes apelos enviados por Austrália, Brasil e França –países com cidadãos inscritos na lista de próximos fuzilamentos.

Em 2005, Gularte foi julgado e condenado à morte por entrar na Indonésia com 6kg de cocaína em pranchas de surfe.

No mês passado, o governo indonésio executou seis presos por tráfico de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53. Ele foi fuzilado após dez anos no corredor da morte. Archer havia sido preso por tráfico de 13 quilos de cocaína em 2003 e julgado em 2004.

Os pedidos de clemência feitos por Archer e pelo governo brasileiro foram negados, causando um grande mal-estar diplomático entre os dois países. 

Jornal Midiamax