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Ex-prefeito de Nova York defende acusação de que Obama não ama os EUA

Giuliani se tornou notícia nesta semana ao fazer estas afirmações em um ato privado

Gerciane Alves Publicado em 21/02/2015, às 19h50

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Giuliani se tornou notícia nesta semana ao fazer estas afirmações em um ato privado

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani defendeu em entrevista publicada neste sábado suas recentes declarações de que o presidente americano, Barack Obama, não “ama” os Estados Unidos e foi influenciado por “comunistas” em sua juventude.

Giuliani se tornou notícia nesta semana ao fazer estas afirmações em um ato privado. Em entrevista publicado hoje no “The New York Times”, ele disse que falou “exatamente o que queria dizer”.

“Não creio, e sei que é uma coisa horrível de dizer, mas não creio que o presidente ame os Estados Unidos”, afirmou na quarta-feira o ex-aspirante à candidatura republicana para a Casa Branca. Suas declarações foram duramente rebatidas pelos democratas.

Em outra entrevista publicada neste sábado, no jornal “New York Post”, Giuliani insistiu em suas acusações e argumentou que Obama “não fala dos Estados Unidos da forma que John Kennedy e Ronald Reagan faziam, sobre a grandeza e excepcionalidade dos Estados Unidos”.

“Foi educado por gente que era crítica aos Estados Unidos. E não foi capaz de superar essas influências”, disse o ex-prefeito.

Giuliani afirmou que “desde que tinha nove anos, (Obama) foi influenciado por Frank Marshall Davis, que era um comunista”. O ex-alcaide também apontou a importância que teve para o atual inquilino da Casa Branca o líder comunitário Saul Alinsky, a quem definiu como um “socialista”.

Prefeito de Nova York entre 1994 e 2001, ele criticou ainda na entrevista o fato de Obama ter passado a sensação de que se preocupou mais pela morte de um jovem afrodescendente por um policial em Missouri, ação que para Giuliani foi legal, do que para os assassinatos de cristão e judeus por jihadistas.

Jornal Midiamax