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Combatente de 10 anos do EI executa espiões russos em vídeo

"No futuro, vou ser um dos que matam infiéis", declara o menino durante a gravação

Clayton Neves Publicado em 13/01/2015, às 18h20

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“No futuro, vou ser um dos que matam infiéis”, declara o menino durante a gravação

Um vídeo divulgado na internet nesta terça-feira mostra um menino do Estado Islâmico executando dois espiões russos. Segundo a gravação, produzida por uma entidade denominada “Alhayat Media Center”, os agentes Mamayev Yesenjanovich e Ashimov Sergey Nikolayavich foram “inimigos” capturados depois que “Alá desgraçou seus esforços e aniquilou seus planos”.

Mamayat se descreve como agente da inteligência russa nascido no Cazaquistão. Segundo ele, passou a trabalhar como espião no Estado Islâmico” depois de ser ameaçado. “Minha missão era vir para Sham e me aproximar do Estado Islâmico, além de pegar informações sobre soldados russos e mandar dados deles para a Rússia”.

Caberia também a ele inserir um pen drive no laptop de uma pessoa não identificada e enviá-lo para a Turquia. “O pagamento depende do tipo de informação que eu envio para eles”, diz o espião executado no vídeo, que ainda dá detalhes do lugar onde ficava em Istambul.

Ashimov diz que trabalhava há oito meses para o governo russo “contra os muçulmanos”. “Fui enviado para conseguir informações sobre os soldados em Sham e determinar o lugar onde mora um líder do Estado Islâmico”, diz Sergey no vídeo. Ele também descreve uma pessoa que deveria ser morta, mas o seu nome não é identificado pelos jihadistas. “Eu recebia dinheiro na minha conta bancária sobre todas as informações que eu mandava. Era muçulmano antes disso. Depois virei um apóstata”, afirma o espião.

Para todos os que vêm aqui espionar, eu digo para buscarem Alá antes que seja tarde”, diz Sergey. Ao final do vídeo, um trecho do Corão é lido e uma criança executa ambos com tiros na cabeça. “Não teremos perdão nem clemência com os espiões”, diz um soldado posicionado ao lado da criança. O garoto veste um casaco preto e tem traços orientais.

“No futuro, vou ser um dos que matam infiéis. Serei um jihadista”, afirma o menino.

Jornal Midiamax