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Autoridades religiosas na Indonésia ameaçam contra venda de preservativos

Os islâmicos afirmam que preservativos "oferecem uma oportunidade de ter relações sexuais antes do casamento"

Clayton Neves Publicado em 13/02/2015, às 15h21

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Os islâmicos afirmam que preservativos “oferecem uma oportunidade de ter relações sexuais antes do casamento”

A principal autoridade religiosa da Indonésia ameaçou emitir uma ‘fatwa’ (aviso legal da jurisprudência islâmica) contra a venda livre de preservativos após a instalação nas lojas de máquinas com camisinhas e pequenos chocolates como presente para o Dia São Valentim.

Na véspera do Dia dos Namorados, a imprensa publicou fotografias de bombons embalados ao lado de um preservativo. As imagens foram divulgadas rapidamente nas redes sociais na Indonésia, o país muçulmano de maior população do mundo, onde 90% dos 200 milhões habitantes professam o islã. 

O Conselho Indonésio dos Ulemás investigou as informações e pediu às autoridades do arquipélago a restrição da venda dos preservativos, que “oferecem uma oportunidade de ter relações sexuais antes do casamento”, declarou à AFP o presidente da instituição, Ma’ruf Amin.

“A venda de preservativos conduz à prostituição e à liberdade sexual na sociedade. É muito possível que pronunciemos uma fatwa restringindo a venda no país”, adverte.

As autoridades se mobilizaram para impedir a venda dos artigos, que já estavam sendo comercializados em Malang, na ilha de Java. As autoridades religiosas da Indonésia também se pronunciaram contra a celebração de São Valentim, por considerá-la uma festa ocidental que promove o sexo, o álcool e as drogas.

Jornal Midiamax