MidiaMAIS / TV & Novela

Silvio Santos recusou R$ 100 milhões para ser garoto-propaganda da JBS

Apresentador ia receber dez vezes mais que Tony Ramos

Joaquim Padilha Publicado em 23/06/2017, às 11h32

None

Apresentador ia receber dez vezes mais que Tony Ramos

A maior oferta publicitária de todos os tempos do Brasil teve como protagonistas o apresentador e dono do SBT, Silvio Santos, e a empresa investigada em cinco operações da Polícia Federal, a JBS. E mesmo sendo a maior de todos os tempos, a oferta foi recusada.

O caso aconteceu há dois anos e foi relatado pelo colunista Ricardo Feltrin. Entre maio e junho de 2015, a JBS fez uma oferta de R$ 100 milhões para que o empresário Silvio Santos fosse o garoto propaganda dos bifes Friboi.

A época era uma das melhores para a empresa no mercado. As ações da JBS chegavam a custar R$ 16 cada – em comparação a R$ 6 hoje em dia. A mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas-Boas, já tinha até contrato assinado com o SBT na época.

Para atrair Silvio como garoto-propaganda, a JBS fez duas ofertas. A primeira foi de um cachê de R$ 35 milhões, em maio, e após o apresentador negar a oferta, a empresa aumentou a proposta para R$ 50 milhões. 

Ou seja, a JBS iria pagar para Silvio Santos o dobro do cachê de Roberto Carlos, garoto-propaganda da empresa em 2014, e dez vezes mais do que o que pagou para Tony Ramos dois meses após a recusa do chefe do SBT.Silvio Santos recusou R$ 100 milhões para ser garoto-propaganda da JBS

E a oferta não parou por aí: além dos R$ 50 milhões em cachê, a rede de frigoríficos ainda se comprometeu a investir R$ 50 milhões no SBT até o fim de 2015, caso Silvio aceitasse o contrato.

Esses R$ 100 milhões representam quase 10% do faturamento anual da empresa. A recusa do chefe do SBT deixou o departamento comercial da rede televisiva num ataque de nervos.

Apesar de ter sido criticado por muitos por um “puritanismo exagerado” ao recusar a proposta – já que Silvio só anuncia no SBT produtos de seu grupo -, o apresentador acabou acertando em cheio com a decisão, preservando a própria imagem.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

Jornal Midiamax