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Da novela para a vida real: acessórios viram ‘febre’ em Campo Grande

O sutiã da atriz Cléo Pires virou febre no Carnaval de 2013, assim como a capa de celular, no modelo soco inglês da delegada Helô. E os comerciantes de Campo Grande também lucram com isso.

Arquivo Publicado em 17/02/2013, às 11h40

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O sutiã da atriz Cléo Pires virou febre no Carnaval de 2013, assim como a capa de celular, no modelo soco inglês da delegada Helô. E os comerciantes de Campo Grande também lucram com isso.

Não adianta querer negar, quem assiste à novela global ‘Salve e Jorge’ sabe disso. Tudo o que as personagens usam se transforma em desejo consumista das mulheres e, em alguns casos, até dos homens. É o que aconteceu, por exemplo, com o sutiã da atriz Cléo Pires, utilizado em por foliões de todo o país neste Carnaval. Têm ainda as camisas pólo que incrementam o visual do ator Rodrigo Lombardi, atual galã das nove.


Da mesma maneira, não no corpo, mas quase como se fosse parte dele, vem o celular personalizado. A moda agora é ter uma capinha ‘quase’ exclusiva, com a aplicação de strass, silicone, diversas formas e cores, além de outros acessórios. Ou o soco inglês da delegada Helô, também da novela Salve Jorge (personagem da atriz Giovana Antonelli),


São opções de bichinhos, fita cassete e desenho animado para usar durante o dia. Já à noite, o strass dá o brilho que muitas ‘patricinhas’ gostam. Longe das novelas, os adeptos garantem que é ‘uma oportunidade da pessoa expressar a sua personalidade, sem gastar tanto dinheiro como na troca de um aparelho celular’.


Porém o investimento, dependendo do local, pode ser ‘salgado’. Em Campo Grande, no camelódromo, os valores variam de R$ 15 a R$ 45. Já nos Shoppings, eles geralmente começam em R$ 30, mas chegam até a R$ 200.


“Há mais de uma semana o maior pedido é a capinha da delegada Helô, com o modelo do soco inglês”, fala a vendedora Priscila Lima, 20 anos, filha de uma empresária que só ‘mexe’ com isso. Bem próximo, a dona de uma banca há 11 anos no local, Marlene Palermo dos Santos, 44 anos, diz que foi obrigada a ceder um espaço para a filha vender as capinhas, após tanta procura.


“Virou uma febre. As adolescentes pagam o que for para ter algo exclusivo. É assim mesmo que elas dizem. Agora até diminuiu um pouco a venda, porque outros concorrentes se instalaram aqui. Mas até a pouco tempo o lucro era enorme”, brinca a empresária.


Além das capinhas, uma bolsinha de silicone, para colocar nos Iphones, já começam a ser procuradas. Elas protegem o telefone da poeira e, ao mesmo tempo, dão um toque especial ao telefone. A reportagem não as localizou durante visita em lojas da Capital, mas na internet são inúmeros os locais para venda.


Estética é que passa a mensagem


Especialista em Ficção Seriada Televisiva e com doutorado em Ciências Sociais, a professora de Comunicação Social, Márcia Gomes, ressalta que a composição dos personagens, aliada ao trabalho do figurino, é que transmite a mensagem e causa admiração ao telespectador.


“Os personagens se adéquam ao figurino, geralmente com uma composição de elementos muito bem apurada que vão formar as características da pessoa. Geralmente são atrizes bonitas, com opções de vida interpretadas com admiração. Se é um surfista, por exemplo, a vestimenta será de roupa de praia. Uma pessoa exótica, a roupa é de safári e assim por diante”, explica Gomes.


“Já se for alguém que interpreta um personagem sensual e este usa acessórios, vamos querer copiar aquela proposta. Concordamos com o que se torna o centro da atenção. É um trabalho audiovisual muito bem feito por quem está do ‘lado de fora’”, conclui Gomes.

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