O chef de cozinha e influenciador digital Thiago Salvático comentou em tom de crítica a decisão judicial que ganhou destaque nos últimos dias, sobre que sua tentativa de ter reconhecida uma suposta união estável com o apresentador Gugu Liberato, que morreu aos 60 anos, em 2019.

Ao saber que perdeu a ação, ele falou à revista Quem: “O juiz usou como base a ‘família tradicional brasileira’. Aquela união estável mulher e homem, que pode ser pública, sem qualquer julgamento do entorno, sem sofrer preconceito, xingamentos. Em uniões homoafetivas, muitas vezes, essa publicidade é relativizada e reconhecida pelos tribunais tanto é que confio na reversão dessa decisão”, disse.

O influenciador afirmou ter reunido diversas provas concretas sobre a relação com o comunicador, sem conseguir, mesmo assim, ter o pedido de reconhecimento atendido. “No processo, foram juntadas centenas de mensagens, fotos, provas de nossas viagens juntos, provas da nossa conta investimento conjunta, provas de que eu tinha senhas de cartões até do Instagram. Hoje ter acesso a uma rede social de uma das maiores figuras da TV, é algo muito mais relevante e mostra o quanto eu estava presente na vida dele, pois ninguém além de nós dois tinha a senha”.

Por fim, Salvático, disse acreditar que houve homofobia por parte do juiz. “Certamente não teria sido dada se fosse um caso heterossexual. Então, acredito que tenha havido homofobia, mesmo em 2023. A união estável só terminou com o falecimento dele” pontuou.

União seria sabida por alguns

O casal, segundo Salvático, considerava viver em união estável e havia pessoas próximas sabendo disso. “Tanto para mim, quanto para o Gugu nós tínhamos uma união estável. Nós dois considerávamos como tal, nos moldes que nos eram possíveis. Era um relacionamento desconhecido do grande público por essas razões, mas de conhecimento das pessoas do círculo dele”.

“Estivemos juntos por oito anos. Compartilhávamos tudo, questões de vida, rotina, trabalho e familiares (filhos) diariamente. Quando não estávamos juntos nos comunicávamos por mensagens e ligações diárias”, pontuou.

Thiago ainda pode recorrer da decisão. O caso corre em segredo de Justiça.

Com informações do Em Off